Com Marcelle Tristão, sócia fundadora e Diretora Executiva da Tristão Escola de Negócios e Chairwoman do Grupo M.Tristão
Carreiras e Gerações
A verdade é que liderar em tempos de incerteza e transformação não é mais sobre ter respostas prontas. É sobre sustentar o movimento quando o caminho ainda não está totalmente desenhado. E isso exige muito mais do comportamento do líder do que do cargo que ele ocupa.
A Geração T não é um selo e muito menos uma obrigação. É um convite à consciência. Um chamado para entender que o mercado mudou e que continuar relevante exige mais do que repetir fórmulas que funcionaram no passado.
O avanço da inteligência artificial, a consolidação do trabalho híbrido e a busca por mais autonomia e propósito não foram apenas tendências temporárias. São transformações que seguiram crescendo e agora moldam, com força, o cenário de 2026.
A sensação é que cada minuto surge uma nova ferramenta, uma inteligência artificial mais avançada, uma habilidade que agora virou requisito. É quase como assistir ao mercado de trabalho em versão acelerada enquanto você tenta, do seu jeito, acompanhar o ritmo.
Falar de autoconsciência não é falar apenas de reconhecer emoções, é sobre entender o que te move de verdade, o que te trava, onde você se sabota, o que te sustenta nos dias mais difíceis, o que te faz perder brilho nos olhos e o que te devolve energia.
Ter medo de visibilidade não é sinônimo de falta de capacidade. Muito pelo contrário. Muitas vezes, as pessoas mais competentes são justamente as que mais evitam o holofote.
Competências anti-crise não são apenas habilidades profissionais. São ferramentas para que você caminhe com leveza, mesmo quando o terreno parece instável.
Em um mundo automatizado, o pensamento crítico e sistêmico se tornam o verdadeiro diferencial competitivo.
O movimento em busca de carreiras sustentáveis tem ganhado força justamente por isso. Trata-se de uma nova forma de pensar o trabalho e o crescimento: uma que coloca o ser humano no centro das decisões, não apenas o desempenho.
Construir uma rede sólida de relações profissionais não é sobre colecionar cartões de visita, conexões no LinkedIn ou contatos estratégicos. É sobre cultivar relações reais, baseadas em confiança, empatia e reciprocidade.