Crianças de 6 meses a 1 ano de idade devem ser vacinadas contra o sarampo

Unidades de saúde de JF já estão vacinando bebês nessa faixa etária; objetivo é protegê-los, já que são suscetíveis à forma mais grave da doença


Por Tribuna

22/08/2019 às 17h36- Atualizada 23/08/2019 às 01h15

Teve início, nesta quinta-feira (22), a vacinação contra o sarampo em crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 1 ano. Em Juiz de Fora, as doses estão disponíveis nas 63 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Departamento de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente e na sala de vacinas do PAM-Marechal, localizada no terceiro andar do prédio. Embora a primeira dose da vacina seja recomendada a partir de 1 ano de idade, conforme Calendário Nacional de Vacinação, a ação é uma medida preventiva contra a doença, cujo número de casos tem aumentado no país.

Segundo a supervisora do Setor de Imunização da Secretaria de Saúde, Marcilene Chaves, o objetivo é proteger as crianças que ainda não tiveram contato com o vírus da doença e que ainda não têm idade para tomar a primeira dose da vacina. Por esse motivo, elas estariam mais suscetíveis a contrair o sarampo em sua forma mais grave.

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Dados do setor indicam que, na última campanha de vacinação contra o sarampo, realizada em 2018, a cobertura atingiu o índice de 95,68%. De acordo com registros do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, o município não registra casos da doença há mais de uma década.

No país, conforme o Ministério da Saúde, a vacinação deverá alcançar 1,4 milhão de crianças que não receberam a dose extra, chamada de dose zero, além das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e aos 15 meses. O órgão orienta que esta dose não é válida para o calendário, e a criança que for vacinada agora também deverá tomar a primeira dose com um ano, e a segunda, aos 15 meses, para que seja considerada imunizada.

Esquema vacinal

A vacina contra o sarampo (tríplice viral) está disponível durante o ano todo nas salas de vacinação do município. São necessárias duas doses da vacina para a pessoa estar imunizada por toda a vida, ou seja, as doses administradas no passado – em pessoas adultas – são válidas e não há necessidade de se vacinar novamente. É imprescindível que crianças, adolescentes e adultos estejam com a caderneta vacinal ao procurar uma unidade de saúde. Quem não tiver em mãos o cartão vacinal e não souber se já foi imunizado deve procurar a UBS de referência para análise do caso e da vacinação, se o profissional de saúde responsável pelo atendimento entender como necessário.

Em adolescentes e adultos até 29 anos, a vacinação deve ser realizada em duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas. Pessoas com idade entre 30 e 49 anos tomam apenas uma dose. A vacina é contraindicada em registro de imunodeficiências congênitas ou adquiridas (clínica ou laboratorial grave), infecção pelo HIV em pessoas com taxas de CD4 (células do sistema imunológico) menor que 15%, gestantes e pessoas com alergia grave aos componentes da fórmula.

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Tópicos: saúde

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