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Coluna 28 07:00:00-01-2014

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

SEM VOLTA

A despeito de a eleição só ocorrer em outubro, mais de 10% dos atuais deputados estaduais já decidiram que não voltarão ao Legislativo. As razões são muitas. Há casos de parlamentares que pretendem se candidatar a deputado federal, de políticos frustrados com a vida pública, como o empresário Jayro Lessa, o mais rico da Casa, com um patrimônio estimado em R$ 40 milhões, que prefere voltar aos negócios, e daqueles que vão buscar outros caminhos. O site do jornal Estado de Minas, que fez tal levantamento, aponta o caso do presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, que saiu do PSDB e se filiou ao PP, do vice-governador Alberto Pinto Coelho, com a pretensão de ser o vice na futura chapa tucana, seja ela encabeçada por Pimenta da Veiga (o mais provável) ou Marcus Pestana. Ele já tinha manifestado a intenção de buscar novos caminhos. Se não houvesse a oportunidade de disputar, não tinha a pretensão de voltar. Com a não reeleição de outros, a mudança na Assembleia pode chegar à casa dos 20%.

No tribunal

A próxima eleição da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça pode ocorrer sob um novo critério, no qual todos os 130 desembargadores estariam habilitados a postular o cargo. Pelas normas atuais, somente um dos cinco mais antigos pode ocupar a presidência. No mês que vem, salvo algum contratempo, o próprio TJ irá analisar requerimento da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) pedindo a ampliação dos direitos. Em São Paulo, a eleição ocorreu sob as novas regras, mas os defensores da ideia tiveram que obter uma liminar autorizando a eleição.

Tinha o sonho

O empresário Vandir Domingos, que será sepultado hoje, às 10h30, no Cemitério Municipal, após ter sido velado na Câmara, tinha o sonho de ser prefeito da cidade de Simão Pereira, para onde se mudou e estabeleceu seu domicílio eleitoral. Participou, como candidato, do pleito de 2012, mas não foi eleito.Tinha participação ativa nas ações do vizinho município, para onde viajava todos os dias após o expediente, vindo para Juiz de Fora pela manhã. Era natural de Dom Cavati, nascido em 17 de dezembro de 1950. Deixou esposa e três filhos.

Não disputa

Embora tenha direito e até votos, o deputado Júlio Delgado não vai disputar a liderança do PSB na Câmara Federal. E apontou pelo menos três motivos para deixar a bola com o atual líder, Beto Albuquerque: vai coordenar o partido nas eleições em Minas, articular a possibilidade de um palanque para o governador Eduardo Campos – candidato a presidente – no estado e, ao mesmo tempo, cuidar da própria campanha de reeleição. O PSB é aliado dos tucanos em Minas, e há um acordo informal com Aécio Neves de não ocorrer invasão de redutos.

Sem impasse

Sobre o impasse com a Rede, partido da ex-ministra Marina Silva, que rejeita uma aliança com os tucanos em Minas, Júlio acredita que haverá entendimento, pois os dois partidos são aliados em Minas. Diversas secretarias do Governo socialista na Prefeitura de BH são ocupadas por tucanos, uma delas pelo ex-prefeito Custódio Mattos (PSDB), titular de Desenvolvimento. Depois da nota inicial do diretório estadual, a direção nacional dos ambientalistas desautorizou o rompimento. Para Júlio, a questão será definitivamente resolvida depois do carnaval.

Tribuna

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