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Coluna 14 07:00:00-04-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

PLANO B

O PSDB não confirma oficialmente, mas o que se diz nos bastidores de Brasília é que a legenda já se prepara para ir às ruas sem o ex-governador José Serra, que vira e mexe cria pretextos para não se encontrar com o senador Aécio Neves. O deputado Marcus Pestana nega tais fatos, mas lembra que a bola está com o Serra, que vai entrar na campanha quando quiser e da forma que quiser. O deputado, um dos principais escudeiros de Aécio, não acredita que o ex-governador de São Paulo vá sair do partido. Segundo Pestana, o cenário político começa a ficar mais nítido, e os discursos do senador mineiro são prova de seu papel de oposição. O partido vai apresentar propostas alternativas para o país, uma vez que o quadro, especialmente econômico, é de incertezas. Há pleno emprego, mas a inflação já causa incômodos, inclusive dentro do próprio Governo. A despeito do sucesso da presidente Dilma nas pesquisas de opinião pública, o deputado tucano observa que falta um ano e meio para as eleições, e hoje ela caminha sozinha.

Está zerado

Embora não tenha citado o nome do senador Aécio Neves, o ex-governador José Serra quebrou o clima entre os tucanos durante sua passagem por Brasília na última sexta-feira. Ele disse que, apesar de ter pavio curto – sou esquentado -, está tudo zerado. Ele disse que não será impedimento para a candidatura do PSDB em 2014, preferindo criticar o Governo, avisando que o país está no chão com as medidas tomadas pela presidente Dilma na área econômica. Serra, no entanto, não fez qualquer previsão sobre os seus próximos passos dentro da legenda.

Mineiridade

Em Minas, o deputado Marcus Pestana, que pode ser um dos principais atores da sucessão, evita fazer comentários ante a possibilidade de ser o candidato indicado pelo PSDB para disputar o Governo. A questão inicial é esperar a definição do governador Antonio Anastasia, que pode tanto continuar no cargo até 31 de dezembro do ano que vem quanto sair em abril, para disputar a única vaga para o Senado. Se sai, o vice-governador Alberto Pinto Coelho assume e ganha consistência para ser ele o candidato. Pestana acha cedo definir, mas adverte que tudo vai passar por Aécio Neves.

Cidadão de MG

Pelos lados do Governo a situação é mais clara. A homenagem ao ex-presidente Lula, que recebe amanhã na Assembleia o título de cidadão honorário de Minas Gerais, será o mote para o desembarque na capital das principais lideranças políticas, como a própria presidente Dilma Rousseff. O pano de fundo será reforçar a candidatura do ministro Fernando Pimentel, que, desta vez, não deverá encontrar resistências dentro da legenda no grupo liderado pelo ex-ministro Patrus Ananias. O PT estará unido e tem como principal meta buscar apoio do PMDB, que ainda sonha com a candidatura própria.

Falimentar

Pelo blog, sobre os cem dias da Gestão Bruno Siqueira, o ex-prefeito Tarcísio Delgado disse que a data é apenas simbólica, mas enfatizou que o prefeito deve estar enfrentando dificuldades com a situação financeira. Falei na campanha eleitoral, porque já conhecia, desde 1997, a forma como o ex-prefeito Custódio Mattos deixa a Prefeitura: em péssimas condições financeiras. Quando assumi, depois de Custódio, a situação era falimentar. Foi muito difícil colocar as finanças em ordem. Penso que o Bruno vai passar pelas mesmas dificuldades. E finalizou: para quebrar prefeitura, o Custódio é mestre.

Tribuna

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