
A eliminação de Marcelo na última terça-feira (17) foi, disparadamente, um dos piores movimentos do BBB 26 até aqui. Pense em coisas nada sutis: o rugido de um leão na selva, um trovão caindo a poucos metros, um acidente de caminhão, uma retroescavadeira trabalhando, entre outros momentos do dia a dia. Foi assim que o recado da votação do último paredão foi transmitido à casa mais vigiada do Brasil.
Curiosamente, independente de quem esteja na berlinda, apenas integrantes de um grupo não são eliminado. Nem mesmo com a presença de uma pessoa definida – pelo próprio público – como a maior planta da casa há algumas semanas (Solange Couto), os votantes fazem questão de equilibrar o jogo.
Resumindo: eu, você, o Brasil e até os participantes do BBB 26 já sabem que a panela de Ana Paula Renault é a favorita. Apenas emparedados que tiveram alguma desavença com a veterana foram eliminados. O caso de Marcelo é o menos nítido, mas, de qualquer forma, as outras pessoas na berlinda – Samira e Solange – fazem parte do grupo. O recado é claro e cristalino a todos. A verdade é que nem Ana Paula tem se esforçado tanto mais.
E não podemos culpar os brothers e sisters: o elenco consegue fazer tempestade em copo d’agua com a facilidade que quem tem um limão faz uma limonada (exceto o ex-participante Matheus). Chega a ser espetacular como qualquer atitude minúscula se transforma em motivo para discussões, trocas de farpas ou, até mesmo, brigas de maiores proporções. Quem escolheu o elenco está de parabéns.
Mas, infelizmente, o jogo não depende apenas de quem está na casa. Como sempre, o público começa a tomar decisões mais passionais do que racionais e atrapalha o andamento do jogo. Não que Marcelo tivesse uma trajetória brilhante, mas teve momentos importantes e que fizeram a diferença: as brigas com a, nas palavras dele, “mosca morta” Gabriela, o descontrole em momentos frios e outras atitudes eram suficientes para mantê-lo na casa.
O próprio “laboratório” anunciado pela produção, para tirar plantas do jogo, já começa a gerar questionamentos em quem entende de entretenimento. Se o público não faz questão de votar certo em paredões, que ocorrem toda semana, qual a chance não errarem na nova dinâmica? A resposta é: bem baixa. Uma pena para uma das melhores edições de Big Brother Brasil nos últimos anos.





