Uso excessivo do celular: TribunaCast debate os impactos na rotina e na saúde mental
Uso excessivo do celular faz com que notificações, mensagens, áudios, e-mails e timelines disputem a nossa atenção o tempo todo.
O uso excessivo do celular deixou de ser um assunto restrito à tecnologia e virou pauta central quando se fala de saúde mental, relações afetivas e qualidade de vida. A tela que conecta, informa e entretém também pode roubar horas de sono, atenção e presença no aqui e agora – muitas vezes sem que a gente perceba.
No episódio mais recente do TribunaCast, podcast da Rede Tribuna de Comunicação, a jornalista Cris Hubner recebe duas convidadas para olhar esse tema de frente: a jornalista, produtora e especialista em marketing digital Natália Mancio, e a psicóloga e sexóloga Elisangela Pereira. Juntas, elas discutem como o uso excessivo do celular atravessa o trabalho, o lazer, os vínculos e até a forma como nos relacionamos com o próprio corpo e com o desejo.
Uso excessivo do celular e saúde mental: por que nos sentimos sempre “ligados”?
No começo da conversa, as três partem de uma sensação muito comum: a de estar permanentemente “on”, como se o cérebro nunca desligasse. O uso excessivo do celular faz com que notificações, mensagens, áudios, e-mails e timelines disputem a nossa atenção o tempo todo.

Na rotina de quem trabalha com comunicação e internet, a fronteira entre “estar conectado por necessidade” e o uso excessivo do celular é ainda mais tênue. É o caso de Natália Mancio, que vive boa parte do dia entre pautas, redes sociais, campanhas, áudios, e-mails e grupos de trabalho.
Ela conta que, em muitos momentos, o celular não é só ferramenta: é extensão do expediente. E isso tem custo. A dificuldade de se desconectar impacta o sono, a capacidade de concentração em uma tarefa por vez e a sensação de estar sempre devendo algo para alguém.