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O cinto de segurança é vital para as segurança no trânsito

O uso do cinto de segurança salva vidas, mas é preciso conscientizar os usuários da sua importância, já que nem todos reconhecem a sua utilidade


Por Paulo Cesar Magella

09/10/2025 às 14h06

  Na edição dessa quarta-feira, a Tribuna revelou que quase metade das mortes na BR-040, entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, ocorreu sem cinto de segurança. Trata-se de um dado alarmante que levou a própria concessionária, EPR, a lançar uma campanha de incentivo ao uso do cinto para reverter tais números.

  Chama a atenção o fato de essas ocorrências serem registradas 36 anos após a obrigatoriedade do uso do cinto tanto nas rodovias quanto nas vias urbanas. Tal imprudência custa vidas. Entre janeiro e agosto deste ano, 28 pessoas morreram neste trecho. Quase metade não usava o equipamento.

  Ressalte-se que esses dados são apenas da BR-040 e entre a capital mineira e Juiz de Fora. É de se supor que sejam ainda mais graves em função de Minas ter a maior malha rodoviária do país e o maior número de municípios.

  No mês de setembro, a campanha nacional de conscientização no trânsito chamou a atenção para o excesso de velocidade. Provavelmente, na versão de 2026, será necessário acrescentar esse dado a despeito de a exigência se aproximar dos 40 anos.

  A matéria da estagiária Mariana Souza, supervisionada pela editora Fabíola Costa, destaca que a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) reforça que o uso do cinto de segurança é decisivo para reduzir mortes e lesões no trânsito. Pesquisa do Hospital das Clínicas da USP revelou que o equipamento pode diminuir em até 60% os casos de lesões oculares perfurantes.

O levantamento mostrou que os casos de fraturas ocorrem principalmente entre passageiros do banco traseiro sem cinto, seguidos por motoristas e ocupantes do banco dianteiro também sem proteção.

  A falta de informação e a imprudência formam um perigoso perfil dos usuários que ignoram o cinto de segurança. Há os que o consideram um incômodo e estão errados – pois o maior incômodo é se tornar vítima por conta da própria leniência -, e os passageiros do banco traseiro, que entendem que não correm riscos. Por conta do equívoco, também precisam ser conscientizados de que os riscos não se esgotam nos bancos da frente. Não apenas nas rodovias, mas também na área urbana, os cintos são fundamentais para a segurança. Ao fim e ao cabo, não são meros enfeites.