Um em cada três eleitores não manifestou opinião
Traçando curva ascendente neste século, o percentual de ausentes e dos que votaram em branco ou nulo nas eleições para a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) atingiu seu ápice no último domingo, quando um em cada três eleitores deixou de manifestar sua opinião no segundo turno das eleições municipais. Conhecida nos debates da ciência política como “alienação eleitoral”, a soma do número de votos em branco, nulos e as abstenções no segundo turno das eleições chegou a patamar recorde, atingindo 33,93% do eleitorado – 134.172 eleitores, contingente maior do que os que votaram na deputada federal Margarida Salomão (PT), que ficou em segundo lugar na disputa pela PJF, com 110.059 votos.
Tal percentual, de 33,93%, é superior ao observado já no primeiro turno, quando o índice da chamada alienação eleitoral ficou na casa dos 32,77%. À época, o índice também foi considerado bastante expressivo, uma vez que representava 129.588 juiz-foranos que não se manifestaram no primeiro turno da disputa pela PJF – quantitativo que superou a votação de Bruno na primeira etapa, quando o peemedebista liderou a apuração com 103.872 votos.
O crescimento da alienação eleitoral é mais impactante quando se amplia o recorte de comparação. De 2004 para cá, tal percentual vem crescendo de forma considerável. Há 12 anos, quando Alberto Bejani (PSL) venceu Custódio Mattos (PSDB) no segundo turno, a soma de abstenções e votos brancos e nulos chegou a 21,7%. O indicador cresceu quatro anos depois, no embate entre Custódio e Margarida, em 2008, chegando a 22,32%.
Há quatro anos, em 2012, no primeiro duelo entre Bruno e Margarida, a alienação eleitoral chegou a 25,94%, quando um em cada quatro eleitores deixou de manifestar sua opinião no segundo turno da contenda política. Hoje, impulsionado pelo número recorde de 90.003 abstenções, a alienação eleitoral atingiu seu maior patamar na cidade nos últimos 12 anos: 33,93%.