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Projeto de basquete trabalha formação de atletas em JF

Fundado em 2020, Cestou se tornou uma referência na região


Por Vinicius Soares

27/06/2025 às 06h00

cestou basquete by couri editada
(Foto: Felipe Couri)

De treinamentos isolados durante a pandemia de Covid-19 a se tornar referência no cenário do basquete juiz-forano: essa é a trajetória do Cestou, projeto sem fins lucrativos, situado na Rua Paulo de Souza Freire, 140, Bairro São Mateus, Zona Sul de Juiz de Fora. Atualmente, o clube, que segue em ascensão, conta com cerca de 200 alunos, tanto na modalidade tradicional como no 3×3, desde a categoria sub-12 até a adulta.

Gabriel Silva, conhecido como “Shal”, professor responsável pelo Cestou, relata que, inicialmente, em virtude do isolamento causado pela pandemia, os treinamentos eram feitos isoladamente. “A minha ideia inicial era fazer um treinamento individual das características, das capacidades técnicas do basquete de alto nível, que ainda não existia em Juiz de Fora. Nele, eu foco nos fundamentos, como o arremesso, drible, passe, dicas técnicas, entre outras coisas”, explica.

A primeira dificuldade que Gabriel encontrou durante os treinamentos foi a impossibilidade de fazer uma atividade coletiva por conta do isolamento. “Eu dava meia hora de treino para uma pessoa, meia hora para outra. A gente teve essa questão no início, mas foi uma coisa que rapidamente foi resolvida com o passar do tempo. Não digo que foi um empecilho, mas sim um fator para motivar a gente”, conta.

Logo que possível, o Cestou passou a promover eventos na quadra do projeto, batizada de “Quintal das Lendas”. A procura pelo projeto foi tão grande que foi criada uma lista de espera, com aumento gradual do número de jogadores.

Trajetória vencedora

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Time já conquistou títulos (Foto: Felipe Couri)

No começo de 2022, o Cestou passou a formar uma equipe adulta de basquete e, rapidamente, passou a figurar em competições, como as ligas regionais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. “Implementamos uma mentalidade de alto rendimento e eu queria que o pessoal tivesse competições realmente difíceis para participar. Então, fomos procurar a Liga Liga Super Basketball Rio de Janeiro (LSB), que é um campeonato em que competimos contra atletas federados, ou seja, equipes adultas de atletas profissionais. É outro tipo de competitividade que nunca teve em Juiz de Fora”, relata Gabriel.

A metodologia trouxe resultados. Em pouco mais de três anos, o Cestou é bicampeão da Liga da Zona da Mata, atual campeão do Torneio de Tiradentes, vice-campeão da Liga B da LSB – Liga Super Basketball Rio de Janeiro, campeão mineiro adulto de 3×3 e vice-campeão mineiro sub-23 de 3×3.

Do desenvolvimento a competição

Atualmente, o Cestou é dividido em dois espaços: o Quintal das Lendas, no São Mateus, onde é realizado um trabalho de apuração da técnica dos alunos, e a quadra do Cascatinha Country Club, no bairro homônimo, também na Zona Sul de Juiz de Fora, onde são promovidos os treinamentos das equipes competitivas. “Temos as equipes reduzidas, que não são niveladas por idade, mas sim por nível técnico. A partir disso, a pessoa vai se desenvolvendo e evoluindo de turma em turma. Surgindo a oportunidade, ela é convidada a participar das equipes competitivas e, lá dentro, vai evoluindo para fazer parte dos 12 atletas que são convocados a fazer parte dos cinco titulares”, detalha Gabriel.

Quem quiser participar do Cestou pode entrar em contato através do Instagram do projeto (@cestou.basquete), ou pelo WhatsApp do professor: 32 99915-0321. “A gente consegue marcar uma aula experimental e, a partir disso, encaminhar para a turma ideal”, explica Gabriel.

Crescimento a longo prazo

Gabriel afirma que o principal objetivo do Cestou, atualmente, é se tornar referência em Minas Gerais. O professor entende que o projeto está no caminho certo para alcançar essa meta. “Hoje em dia, a gente é referência no basquete adulto e no 3×3. Ficamos em quarto lugar na Taça Minas, somos campeões mineiros de 3×3. Queremos, a longo prazo, virar referência também nas equipes de base”, projeta.

Gestor esportivo do projeto, o professor Carlos Henrique Pereira, conhecido como Carlinhos, trabalha com o processo de formalização da associação, para que a equipe possa ser beneficiada com a Lei de Incentivo ao Esporte, bem como outros patrocínios. “A gente pretende, com essa organização, fomentar e captar recursos junto ao empresariado local (…). As perspectivas são muito boas e a gente quer realmente alavancar o basquete de Juiz de Fora, e também oferecer à população da cidade um esporte competitivo de nível para atrair os torcedores, para acompanhar os eventos de basquete no Ginásio Municipal”, afirma.

Tópicos: basquete