Papo de gandula
De novo
Caros e caras, com o Carijó em recesso forçado, o jeito, no último fim de semana, foi acompanhar o massacre do Cruzeiro em cima do América-TO com o pensamento fixo de ah, se fosse o Tupi não passava esse vexame e a vitória do Atlético sobre o América-MG com a certeza de que, se ambos não se reforçarem, vão lutar para não cair no Brasileiro. Nos jogos de volta, sábado e domingo que vem, vejo apenas uma pequena possibilidade de o Coelho reagir, caso o artilheiro Fábio Júnior volte a ser decisivo. Já no outro confronto, é mais do que previsível outra goleada da Raposa. Será que vai ser de oito de novo?
Mas, minhas atenções se voltaram também para as semifinais do Carioca nos últimos dias. No sábado, o Vasco tentou, mas não conseguiu complicar a semifinal com o Olaria. Quem não deixou foi o bom cabeça de área Fellipe Bastos, que colocou Éder Luís para fazer o que ele sabe, sair correndo desembestado até chegar no gol. O torcedor quer saber se o time atuou na linha do regular nos últimos dois jogos com o Olaria ou se o rendimento da equipe está caindo na reta decisiva do Estadual. Se continuar assim, os cruz-maltinos não vão ser vice-campeões de novo?
No Fla-Flu, a maior emoção aconteceu por causa do apaga, volta, apaga de novo, volta mas não volta da iluminação do Engenhão. Em campo, os dois times estavam nervosos em excesso e com suas estrelas apagadas. Sem Ronaldinho Gaúcho e perdendo Léo Moura logo no início, o Flamengo ficou desnorteado, fato não aproveitado pelo Fluminense, que tinha um Conca pouco inspirado – talvez cansado – e um Fred pouco efetivo. No fim, só as duplas Thiago Neves e – pasmem – Willians, no Fla, e Marquinho e – pasmem de novo – Diguinho, no Flu, fugiram do marasmo completo. O empate foi justo, até mesmo com gol impedido do Tricolor, e o desfecho da decisão nos pênaltis, até certo ponto, previsível. Só mesmo o Fred para insistir na velha máxima de que tudo pode acontecer em uma disputa de penalidades, ignorando o fato de o Rubro-Negro não perder uma vaga assim desde 2004. Ouvi a coletiva e fui à loucura, de novo…