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Projeto de jiu-jitsu do Clube Bom Pastor busca revelar talentos

Treinos da modalidades são voltados para a performance; jovens atletas sonham alto


Por Vinicius Soares

13/07/2025 às 06h00

O Clube Bom Pastor (CBP) é conhecido por revelar, durante a sua história, grandes atletas de diversas modalidades. É com esse DNA formador que o clube promove aulas de jiu-jitsu com o objetivo de desenvolver novos atletas da modalidade. Sob a batuta do professor Rodrigo Faria há dois anos e meio, o projeto já começa a dar resultados.

“Primeiramente a gente abriu a parte de jiu-jitsu para entender qual seria o público interessado na arte marcial. Tivemos a chegada de atletas, garotos novos e foi muito interessante”, explica o professor.

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Rodrigo foca na parte técnica para o desenvolvimento dos atletas (Foto: Felipe Couri)

Rodrigo conta que o foco do projeto são crianças e adolescentes, mas destaca que os pais dos alunos também participam dos treinamentos e que considera isso um diferencial do Bom Pastor em comparação às outras academias. “É uma forma de o pai interagir com o filho durante as aulas. Existe o treino adulto e o kids, e ambos são realizados no mesmo horário. Isso é muito interessante porque o pai, além de aprender, também está acompanhando a evolução do filho”, analisa Faria.

No projeto, não existe uma metodologia única de ensino. Conforme detalha Rodrigo, há o cuidado de avaliar cada aluno para trabalhar naquilo que ele mais precisa. “Pode ter uma pessoa que nunca treinou nada, outra determinada, que apresenta dificuldade de aprender. Com outras a gente trabalha um pouco mais na parte física para melhorar o condicionamento físico. Por isso, vamos adequando o jiu-jitsu para cada atleta”, detalha.

Além do ensino da arte marcial, Rodrigo conta que a parte competitiva do jiu-jitsu também é trabalhada com os alunos que apresentam maior potencial de desenvolvimento na modalidade. “Fazemos um treino mais voltado para a performance, em que damos bastante ênfase na parte técnica, mostrando todos os detalhes e com bastante repetição, e isso está gerando muito resultado”, afirma o professor.

As aulas no Clube Bom Pastor acontecem tanto de manhã, das 11h30 às 12h30, quanto à noite, de 19h às 20h. Os treinos no período diurno são de segunda-feira a quarta-feira, enquanto, no noturno, acontecem na segunda, terça e quinta-feira. Quem se interessar na modalidade deve procurar a secretaria do CBP.

Frutos do projeto

Atualmente, o projeto do Clube Bom Pastor conta com 25 alunos. Desses, quatro já participam de competições. Enrico Borges, de 13 anos, é um deles. O jovem atleta começou a praticar quando tinha apenas 7 anos e já possui, no currículo, conquistas municipais, estaduais e regionais, tendo como resultado mais expressivo um terceiro lugar no Campeonato Brasileiro deste ano, considerado o maior evento kids da modalidade no mundo.

Enrico explica que iniciou no jiu-jitsu por influência do pai, João, que também é praticante da arte marcial. “Desde pequeno fui influenciado. Nós treinamos todos os dias da semana, sendo três dias no clube e, no resto da semana, em casa com meu pai. Sempre tive uma influência muito grande e sempre gostei muito de praticar artes marciais”, relata Borges.

O jovem atleta conta que o jiu-jitsu é importante para ele porque, além da parte física, a luta também trabalha e desenvolve a paciência, o foco e a estratégia. “Quando piso no tatame, entro em um novo mundo onde cada ação revela um caminho e desse caminho nasce uma possibilidade. É um jogo infinito em que você tem que impor sua estratégia contra o adversário”, relata Enrico.

Com um futuro promissor pela frente, Enrico afirma que deseja seguir praticando o jiu-jitsu e conquistar a tão sonhada faixa preta. “Ainda tenho um caminho longo a ser trilhado de grandes conquistas, espero. É muito bom saber que o jiu-jitsu está dando um retorno depois de me dedicar. Também pretendo ser campeão mundial na faixa preta, se Deus quiser”, projeta o atleta.

O garoto também destaca que, mais importante do que as conquistas, é reverenciar e agradecer aqueles que lhe ajudaram durante toda a sua trajetória. “Tenho que continuar trabalhando e não me deixar ser tomado pelo ego. Por isso, gosto sempre de agradecer ao clube, ao meu professor Rodrigo, e à minha família que sempre me apoia, mesmo nas derrotas e vitórias”, afirma.

No tatame, Enrico não tem apenas a companhia de seu pai. Seu irmão, Vitor Borges, de 10 anos, também é praticante de jiu-jitsu e já participa de competições. Mesmo jovem, o atleta foi campeão da Liga Mineira de Jiu-Jitsu em 2024, vencendo todas as lutas de sua categoria.

A trajetória dos irmãos é bem semelhante dentro do esporte. Também influenciado pelo pai, Vitor conta que sua parte preferida dos treinamentos é quando aprimoram os golpes e posições da luta e que, assim como Enrico, deseja seguir lutando. “Pretendo ir até a faixa preta e continuar me esforçando”, afirma o jovem atleta.

Outro destaque do projeto é Lorenzo Duarte. Filho do professor Rodrigo, o jovem é o atleta mais jovem da equipe, com apenas 8 anos. “Comecei a lutar há três anos, por causa do meu pai. Gosto muito de lutar com ele e quero ser campeão nacional e internacional”, projeta o menino.

Projeto de jiu-jitsu do Clube Bom Pastor se destaca por resultados de jovens atletas
Lorenzo, Vitor e Enrico se inspiram em seu professor para seguir no jiu-jitsu (Foto: Felipe Couri)