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Crédito consignado pressiona renda e leva Fiemg a propor mudanças

Fiemg sugere limite de juros, margem sobre salário líquido e restrições a apostas para conter endividamento de trabalhadores


Por Tribuna de Minas

21/12/2025 às 07h00

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) enviou ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) um conjunto de sugestões para reduzir os riscos do atual modelo de crédito consignado voltado ao setor privado.

As propostas foram elaboradas a partir de um estudo técnico conduzido pela Gerência Trabalhista da entidade, em parceria com as centrais sindicais CUT, CTB e Força Sindical, que integram o Fórum Emprego e Renda.

O material foi apresentado ao secretário de Proteção ao Trabalhador, Carlos Augusto Simões, e busca ajustes no programa Crédito do Trabalhador, em vigor desde março.

O que muda no crédito consignado

Entre as medidas propostas estão a proibição de apostas em plataformas de jogos por pessoas com CPF vinculado a empréstimos consignados, iniciativa semelhante à já aplicada a beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A Fiemg também defende que a margem consignável seja limitada a 35% do salário líquido efetivamente recebido pelo trabalhador, e não calculada sobre o salário bruto, além da criação de um teto para as taxas de juros cobradas no consignado privado.

Números acendem alerta

De acordo com a entidade, entre março e outubro, o crédito consignado privado liberou R$ 82,1 bilhões, com 12,2 milhões de contratos assinados por 7,1 milhões de trabalhadores. O valor médio por beneficiário ultrapassa R$ 11 mil, enquanto a taxa média de juros alcança 4,38% ao mês.

Minas Gerais figura entre os três estados com maior volume de contratações, somando R$ 6,4 bilhões, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Custo maior e prazos menores

A Fiemg aponta que a expansão do crédito ocorreu junto a um aumento expressivo do custo das operações e à redução do prazo médio de pagamento. Em 2025, a taxa anual média do consignado privado subiu de 38,7% para 52,6%, enquanto o prazo médio caiu de 51,3 para 40,9 meses.

Para o presidente da entidade, Flávio Roscoe, o cenário exige atenção. “O crédito é um instrumento importante para o consumo e a estabilidade financeira, mas precisa ser sustentável. O novo consignado está pressionando a renda do trabalhador e pode empurrar muitos para a informalidade.”

*Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do ChatGPT e revisado por nossa equipe.

Resumo da notícia gerado por IA

  • A Fiemg apresentou ao Ministério do Trabalho propostas para reduzir riscos do crédito consignado privado
  • Entre as medidas estão limitar a margem a 35% do salário líquido, conter juros elevados e restringir apostas online
  • O programa já movimentou R$ 82,1 bilhões, com 12,2 milhões de contratos firmados no país
  • Em Minas Gerais, um dos estados com maior adesão, a entidade alerta para aumento do custo do crédito e encurtamento dos prazos