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Congresso deve movimentar R$ 168 milhões em negócios


Por Fabíola Costa

13/07/2011 às 07h00

Expomac reúne mais de 120 empresas

Expomac reúne mais de 120 empresas

Com a perspectiva de movimentar até R$ 168 milhões em negócios, 20% a mais do que o ano passado, o 28º Congresso Nacional de Laticínios iniciou suas atividades ontem, reunindo, só nas duas primeiras horas, mais de duas mil pessoas. O evento, organizado por Epamig/Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), acontece até amanhã e promete receber mais de 16 mil pessoas de todas as partes do país. O congresso acontece no Expominas, e a entrada é gratuita.

A Exposição de Produtos Lácteos (Expolac) foi uma das atrações mais concorridas. Logo na entrada, o público pôde conferir um provolone gigante, com 318 quilos, produzido na cidade mineira de Matutina. Segundo o coordenador da Expolac, Nelson Tenchini, estão expostos cerca de 700 produtos, entre queijos, doces, bebidas lácteas e iogurtes, com a participação de 63 indústrias de todo o país. Dentre a vasta oferta, as atenções ficaram voltadas para produtos inovadores, inscritos no Concurso Nacional de Produtos Lácteos, na categoria destaque especial. Entre eles, estão o queijo goiaba (recheado com goiabada), mussarela fresca recheada com cupuaçu e castanha, minas padrão em lata, requeijão cremoso sabor chocolate e avelã e queijo tropical, envolto em uma casca de coco, com massa de mussarela e recheio de creme de ricota. Além de conferir as novidades do setor, os participantes puderam degustar queijos produzidos com tecnologia italiana. Tenchini destacou a criatividade dos expositores e a possibilidade de vitrine, para empresários e consumidores, dos produtos apresentados no evento.

Já a Exposição da Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq) conta com a participação de 124 empresas do Brasil e do exterior, que apresentam lançamentos em 292 estandes, distribuídos em quatro mil metros quadrados de área. Segundo o coordenador geral da Expomaq, Mairon Mesquita, há produtos para laticínios de todos os portes, como embalagens, máquinas e insumos. "As empresas esperam a Expomaq para lançar seus produtos." Além de fazer negócios, Mairon destaca a importância da divulgação das marcas junto a representantes de toda a cadeia produtiva. A presença de empresas argentinas também foi destacada por ele.

O cônsul adjunto do Consulado Geral da República Argentina em Belo Horizonte, Pablo Antonio de Angelis, enumera a participação de seis empresas daquele país. Ele destacou a importância do congresso como um dos maiores eventos da América Latina, a relevância de Juiz de Fora, em função de sua localização estratégica, e a possibilidade de fechar contratos e promover intercâmbio entre os dois países. "É uma grande oportunidade de conhecer os mercados mineiro e brasileiro, que têm grande potencial na indústria laticinista."

O ex-aluno do ILCT, José Álvares Vieira, hoje presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, estava entre os visitantes. "Este é o momento em que profissionais conseguem se encontrar, interagir, fazer negócios e trocar informações sobre o setor."

 

 

Média de ocupação de hotéis sobe para 85%

A média de ocupação dos hotéis em Juiz de Fora passou dos habituais 60% para perto de 85% em Juiz de Fora, em função da realização do Congresso Nacional de Laticínios, organizado por Epamig/Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), iniciado ontem, e do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, promovido pelo Pró-Música, que começa no domingo. Os dados são do Sindicato de hotéis, Bares e Restaurantes.

O Congresso, que acontece até quinta-feira, promete reunir mais de 16 mil pessoas durante os quatro dias de evento. Segundo o chefe do Centro de Ensino do ILCT, Gerson Occhi, entre 70% e 80% são visitantes, de várias partes do país e do exterior. Occhi exemplifica a presença de empresários da Argentina e de uma comitiva chinesa. Segundo ele, conseguir uma vaga em hotel às vésperas do evento tem sido uma tarefa difícil.

O vice-presidente do Pró-Música, Júlio César de Sousa Santos, comenta que a instituição contratou mil diárias de hotel para atender professores e artistas durante os 14 dias de evento. Além disso, são cem alojamentos disponibilizados aos primeiros alunos inscritos. Segundo o vice-presidente, considerando o gasto médio de R$ 60 por dia e o universo estimado de mil participantes (entre alunos, professores e músicos), o Festival movimenta R$ 600 mil na cidade por dia. Fora o investimento de R$ 400 mil injetado na cidade para a realização do Festival. "A cidade ganha não só com o projeto que leva o nome de Juiz de Fora para o país, mas também com a significativa movimentação financeira."

O presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, Antônio Jorge Marques, destaca a importância dos eventos para melhorar a ocupação dos hotéis e a movimentação econômica da cidade e região. "Juiz de Fora precisa se voltar para o turismo de negócios. É preciso trabalhar para trazer eventos para a cidade." Segundo o presidente regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-JF), João Matos, o incremento na demanda já foi percebido desde ontem. Além do impacto dos eventos, João destaca a movimentação em função da chegada de empresas à cidade, aumentando o público consumidor. Para ele, a procura nos restaurantes este mês vai aumentar, no mínimo, 50%.