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Emprego em Juiz de Fora: junho tem saldo negativo, mas semestre fecha com alta

Construção e serviços impulsionam resultado positivo no primeiro semestre, mesmo com queda em junho


Por Fernanda Castilho

05/08/2025 às 10h57- Atualizada 05/08/2025 às 18h51

Juiz de Fora fechou o mês de junho com saldo negativo na geração de empregos formais, pela primeira vez no ano. A retração foi puxada principalmente nos setores de serviços e indústria, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na segunda-feira (4). No período, a cidade contabilizou o saldo negativo de 32 postos de trabalho. O maior número de demissões foi proveniente do setor de serviços (-135) e da indústria (-31). Entretanto, houve saldo positivo no Comércio (+66), Construção (+56) e Agropecuária (+12).

Porém, mesmo com a queda, o primeiro semestre fechou com balanço positivo, impulsionado pelos setores de serviços e construção.

Emprego em Juiz de Fora: junho tem saldo negativo, mas semestre fecha com alta
Foto: Felipe Couri

Entre janeiro e junho, foram realizadas 41.899 admissões e 35.402 desligamentos. No saldo total, foram criadas 6.497 vagas formais no município, alcançando um aumento de 19,48% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente, o município conta com 154.231 vínculos celetistas ativos.

O resultado também é o maior da série histórica do Novo Caged, iniciada em janeiro de 2020, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Nos anos anteriores, os saldos do primeiro semestre foram:  -6.904 (2020), 3.357 (2021), 2.309 (2022), 2.482 (2023) e 5.438 (2024).

Segundo os dados, houve crescimento de 4,40% no estoque de empregos formais no município, número maior do que o estadual (3,04%) e o federal (2,59%). Quanto ao panorama dos municípios mineiros, Juiz de Fora é a segunda cidade que mais gerou empregos, ficando atrás apenas de Belo Horizonte (21.282 vagas), e sucedida por Contagem (5.299), Uberlândia (3.385) e Betim (3.209).

Especialistas apontam impacto de fatores sazonais e cenário nacional na geração de empregos

“O saldo negativo é pequeno e esperado”, afirma o economista e professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Weslem Faria em análise sobre os dados do mês de junho no município. Neste momento, como avalia, há o término de contratos temporários, como aqueles para o fim de ano, para a volta às aulas e o Dia das Mães. Deve-se considerar também o setor informal, que emprega bastante gente, e a questão da migração entre os tipos de emprego.

“A taxa de desemprego está diminuindo. Tivemos também o aumento de renda devido a programas sociais e ao reajuste de salários de servidores públicos. A conjuntura, como um todo, tem funcionado para que haja a redução do desemprego e a oscilação negativa dos empregos formais, principalmente no setor de serviços.”

Segundo o também professor da Faculdade de Economia da UFJF, o economista Lourival Batista, as cidades tendem a seguir a trajetória nacional, que vem retomando a geração de empregos, como é o caso de Juiz de Fora. “A política do Governo federal, comandada pelo Ministro Haddad, é preocupada com a geração de empregos. A economia está em ‘pleno emprego’, mesmo com muitas pessoas desempregadas por dificuldades de serem alocadas no mercado de trabalho .”

O economista afirma que o resultado semestral do município está melhor que o nacional, assim como nos anos anteriores, que vinham apresentando saldos elevados. Como explica, prever a situação da economia é uma tarefa complicada devido a fatores como o “tarifaço” do Governo americano, a taxa de juros do Banco Central e as negociações da tributação feitas pelo Congresso Nacional. “Há ainda uma avenida de coisas a acontecer”, diz.

 

Tópicos: caged / empregos / empregos jf