União das Cores exalta agricultura brasileira na avenida
Agremiação tem parceria com a UFJF para manter atividades durante todo o ano
Dando sequência ao desfile das escolas de samba de Juiz de Fora, a União das Cores usou o samba para falar dos trabalhadores da terra, com o objetivo de apresentar a agricultura como herança ancestral, cultural e símbolo de resistência dos povos que formaram o Brasil, por meio do enredo “A força da agricultura que alimenta o mundo”. Em 2026, a agremiação disputa o acesso ao grupo especial.
Logo no início do desfile, Pedro Henrique Fernandes já figurou na passarela com a ala da cana. Foi a segunda vez representando a União das Cores em Juiz de Fora. Animado com o retorno do carnaval na cidade, ele conta que seu pai foi jurado pela Salgueiro, no Rio de Janeiro. “Eu amo essa festa. Junto a meus amigos, sigo no desfile aqui. O carnaval está na veia e no coração da minha família.”

Carlos Fernando Cunha, mestre de bateria da União das Cores, ainda enfatiza que a escola trabalha o ano inteiro, não só no carnaval. “Esse é o momento de celebrar e valorizar o trabalho. Temos várias oficinas, eventos e até uma parceria com a UFJF, por meio da qual compomos a nossa bateria. A expectativa é, com o desfile, apresentar nossa vontade de levar a agremiação ao grupo especial do carnaval na cidade.”
Ainda na ala da bateria, Flávio Oliveira aproveitou o fim do desfile da escola para contar que o evento na passarela tem um significado especial. “Faço isso pelo meu padrinho falecido e meu eterno mestre. Sou muito grato de nascer no carnaval.” Da mesma forma, Kaíque ‘do Cavaco’, diz que vive na União das Cores e participa todos os dias, para desfilar pela primeira fez pela escola. “Agradeço ao povo de Juiz de Fora pelo carinho”, completa o jovem.
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