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Remodelação deve ser retomada em calçadas


Por Tribuna

26/04/2011 às 07h00

Com a remodelação de apenas um trecho da calçada na Rua Santo Antônio, entre as ruas Marechal Deodoro e Constantino Paleta, pedestres questionam o que será feito no restante do passeio da via. As obras, que estão paradas desde dezembro, devem ser retomadas após o fim do período chuvoso, a partir do próximo mês, segundo a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU). Enquanto isso não acontece, quem utiliza as calçadas da rua convive com duas realidades. Em uma, pisos diferenciados, nenhum buraco e mobiliário urbano bem localizado. Em outra, desníveis e pedras soltas. A polêmica em torno do projeto também está ligada aos custos, que serão rateados entre moradores e Prefeitura.

Segundo a titular da SAU, Sueli Reis, 70% do valor da obra são patrocinados pela Administração Municipal, e os 30% restantes, pelos donos dos imóveis em frente. As calçadas estão ruins, e as obras seriam mesmo necessárias. Todos os moradores da via já haviam sido informados, e, recentemente, o prefeito Custódio Mattos (PSDB) enviou uma carta para cada um explicando o intuito da reforma.

Mas entre moradores e comerciantes da rua ainda há dúvidas sobre o custo dos serviços. Alguns dizem que foram informados sobre o valor que deve ser dividido entre os imóveis, outros ignoram as informações. Não sei como ficará. Aqui pagamos aluguel, e o proprietário é quem vai arcar com os custos. Pelo menos, eu acho, mas ninguém deixou nada claro, disse uma comerciante.

Um pintor, de 54 anos, não pretende arcar com as despesas da reforma. Muitos estão com as calçadas novas e reformadas, não teria necessidade de um novo calçamento. Eu poderia fazer uma rampa, mas não arcar com a troca de todo o passeio. Tem muita coisa mais importante para ser feita na cidade.

Sueli Reis explica que a manutenção dos passeios é de responsabilidade dos proprietários dos imóveis ou lotes e que a padronização garantirá maior acessibilidade. As calçadas de Juiz de Fora estão muito ruins. Os moradores pagarão por uma calçada simples, e a Prefeitura arcará com os materiais diferenciados. Acabamos de enviar notificações para 21 mil imóveis, solicitando aos moradores a construção e/ou a manutenção dos passeios. Conforme a secretária, a multa para quem não cuidar das calçadas pode variar de R$ 560 a R$ 1 mil. Caso os proprietários não cumpram as exigências, podemos aplicar ainda multa diária de R$ 400.

O novo modelo é dividido em três faixas: uma de serviço, próxima ao meio-fio, com piso intertravado, e onde estão acomodados todos os equipamentos e mobiliários urbanos, como postes, árvores, lixeiras e placas; a faixa central, com piso direcional tátil para orientar pessoas com deficiência; e a faixa livre, espaço entre a faixa direcional e os imóveis, feita de concreto antiderrapante.

O projeto conta ainda com a instalação das rampas de acessibilidade e dos traffic calmings – uma espécie de faixa de pedestres diferenciada em piso intertravado e piso tátil e as rampas, que facilitará a descida e a subida de idosos, cadeirantes e deficientes físicos e visuais.

Somente na Santo Antônio, entre Independência e Paula Lima, conforme a SAU, serão quase dois quilômetros de novas calçadas. O valor do custo estimado para cada metro quadrado é de R$ 100. A remodelação dos passeios está incluída no plano de reurbanização do Programa Nova Juiz de Fora e estava prevista também para as avenidas Olegário Maciel, Independência e Rio Branco, mas ainda não há previsão de qual será a próxima via a receber as intervenções.