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Chuvas em Juiz de Fora 2026: geógrafo alerta para revisão urgente do planejamento urbano

Geógrafo Mateus Cremonese analisa as chuvas históricas em Juiz de Fora e defende revisão das métricas de planejamento urbano e prevenção.


Por Natália Mancio

26/02/2026 às 14h50

As chuvas em Juiz de Fora 2026 já são consideradas as mais severas das últimas décadas. Com acumulados que ultrapassam os padrões históricos de 50 anos, o município enfrenta um cenário classificado como excepcional por especialistas.

Em entrevista ao Tribuna no Ar, o geógrafo e conselheiro do Comdema, Mateus Cremonese, analisou a gravidade do momento e defendeu uma revisão profunda das métricas de planejamento urbano e prevenção de desastres.

Segundo Cremonese, a combinação de altas temperaturas, evaporação intensa e correntes de ar favoreceu a formação de sistemas de chuva extremamente concentrados. O resultado foi um acumulado próximo de 800 milímetros em um único mês, equivalente a colunas de água que chegam a 60 centímetros.

Na prática, isso significa:

  • solo completamente saturado;

  • drenagem urbana sobrecarregada;

  • risco elevado de deslizamentos;

  • transbordamento de cursos d’água.

Mais de 3.500 pessoas ficaram desabrigadas, além de registros de vítimas fatais.

A cidade, marcada por relevo acidentado, viu cicatrizes se abrirem em áreas emblemáticas como o Morro do Imperador. A ausência de cobertura vegetal adequada e a impermeabilização do solo agravam o impacto das chuvas intensas.

O especialista explica que, sem vegetação suficiente, o solo perde capacidade de absorção e amortecimento da água, acelerando deslizamentos e enxurradas.

Chuvas em Juiz de Fora 2026

Chuvas em Juiz de Fora 2026: Calamidade pública e mudança de paradigma

Com o decreto de calamidade pública, abre-se espaço para medidas emergenciais e investimentos estruturais. Para Cremonese, o episódio de 2026 exige uma “virada de chave” na gestão municipal. Isso inclui:

  • revisão das métricas de planejamento urbano;

  • remapeamento atualizado das áreas de risco;

  • integração entre academia, órgãos técnicos e poder público;

  • remanejamento seguro de famílias em áreas de vulnerabilidade extrema.