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Padaria é fechada após onda de assaltos


Por Tribuna

14/07/2011 às 21h41

Padaria na Cidade Alta afixou cartaz dizendo reavaliar abertura de portas por falta de segurança

Padaria na Cidade Alta afixou cartaz dizendo reavaliar abertura de portas por falta de segurança

A insegurança na Cidade Alta fez com que um comerciante de 24 anos decidisse fechar as portas de sua padaria. Na noite de quarta-feira, a loja foi alvo de bandidos pela quinta vez – uma tentativa e quatro assaltos – em apenas cinco meses de funcionamento, segundo a vítima. O estabelecimento fica na Rua José Lourenço, entre os bairros Borboleta e São Pedro. Por volta das 20h, quatro homens, um deles armado com revólver, invadiram o local e anunciaram o assalto. "Foi uma coisa assustadora. Eles estavam com o rosto coberto e foram muito violentos. Um bateu com a arma na nossa cara e empurrou a gente, querendo dinheiro. Os outros estavam com mochilas e se preocuparam mais em pegar as mercadorias", contou o proprietário, lembrando que o pai, 52, também ficou na mira dos criminosos. Além da família, um cliente, 23, foi rendido e teve R$ 50 e um capacete roubados. O comerciante calculou um prejuízo de mais de R$ 3.500, entre produtos levados e dinheiro. O bando ainda roubou um celular e até a câmera de vigilância da padaria. Ontem, durante todo o dia, as portas do estabelecimento ficaram fechadas e um cartaz na porta avisava: "Atenção, por questão de falta de segurança, estamos reavaliando se compensa reabrirmos."

O comandante da 99ª Companhia da PM, responsável pelo policiamento da Cidade Alta, capitão Marcellus de Castro Machado, informou que, até hoje, foram registrados três assaltos à padaria, sendo que, nos dois primeiros, no carnaval, os suspeitos foram presos. Em relação à ocorrência de quarta-feira, ele garante que a PM já trabalha na identificação do adulto e dos três adolescentes suspeitos. "Disponibilizamos viaturas rotineiramente na área, e a padaria é contemplada com nosso patrulhamento", garante o comandante.

Ele lembra que, recentemente, comerciantes da Cidade Alta foram convidados a preencher um questionário informando suas principais preocupações em relação à segurança local. "Com base nesses dados, disponibilizamos uma viatura para tentar atender aos comerciantes nos horários mais críticos para eles."

Outra iniciativa da PM, segundo o capitão, são as reuniões realizadas com lojistas, líderes comunitários, além de síndicos e funcionários de condomínios fechados. Nesses encontros, os militares promovem palestras e treinamentos. "Numa última etapa, vamos nas casas e lojas, verificando os pontos de vulnerabilidade em cada construção." Diante disso, os policiais preenchem um formulário com orientações ao proprietário, como evitar deixar objetos visíveis, instalar alarmes e câmeras, trocar fechaduras frágeis, e até intervenções mais complexas, como aumentar o tamanho do muro das construções. Conforme o capitão, de dez a 15 orientações são feitas por dia, mas a PM ainda não monitorou quantos proprietários realmente adotaram as recomendações.