Metanol: saiba o que é a substância que causou intoxicações em bebidas adulteradas e três mortes
Secretaria de Segurança Pública de São Paulo investiga os casos das bebidas adulteradas com metanol
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) apura a terceira morte suspeita por intoxicação com metanol em decorrência do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Dois casos ocorreram em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e outro na capital.
O primeiro óbito confirmado em São Bernardo foi em 18 de setembro, quando um homem de 48 anos morreu após ser socorrido em Itu e transferido para o município. O novo caso foi registrado neste domingo (28), e a Polícia Civil aguarda o laudo da perícia para confirmar a causa.
O que é o metanol

Também chamado de álcool metílico, o metanol é um biocombustível altamente inflamável, utilizado como solvente em indústrias químicas, na fabricação de plásticos e na produção de biodiesel e combustível. A substância pode ser obtida a partir da destilação de madeira, do processamento da cana-de-açúcar ou de gases de origem fóssil.
Apesar das propriedades semelhantes ao etanol, o metanol apresenta elevado nível de toxidade. A ingestão acidental ou intencional pode causar intoxicação grave e levar à morte. Segundo autoridades de saúde, quando usado para adulterar bebidas alcoólicas, aumenta o risco de surtos epidêmicos, com alta taxa de letalidade.
Orientações das autoridades
Desde sábado (27), a Secretaria da Saúde de São Paulo reforçou a recomendação para que bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais verifiquem a procedência dos produtos oferecidos. A pasta orienta que a população consuma apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando itens de origem duvidosa.
Investigação sobre adulteração
A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) divulgou neste domingo (28) que suspeita da participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos casos de intoxicação. Segundo a entidade, o metanol usado nas bebidas pode ser o mesmo importado ilegalmente pela facção para adulterar combustíveis.
No mês passado, uma operação do Ministério Público de São Paulo contra o crime organizado identificou a utilização irregular de metanol em postos de combustíveis. Em alguns estabelecimentos, a substância representava 90% da mistura, muito acima do limite permitido de 0,5% na gasolina e no álcool.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe com informações do Estadão Conteúdo
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