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SUS disponibiliza vacina contra bronquiolite para bebês

Imunizante está disponível desde o início de fevereiro para prematuros e bebês com comorbidades


Por Tribuna de Minas

05/02/2026 às 06h00

Bebês prematuros e com comorbidades já têm acesso à vacina contra bronquiolite pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante nirsevimabe  foi disponibilizado neste mês de fevereiro. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cerca de 300 mil doses do medicamento já foram distribuídas em todo o país.

De acordo com o Ministério da Saúde, o nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de ação imediata, que não depende da resposta do sistema imunológico do bebê para produzir anticorpos. A proteção é conferida diretamente após a aplicação. Dessa forma, amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da doença.

São considerados prematuros os bebês nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas. Já entre as comorbidades contempladas pela vacinação em crianças de até dois anos estão:

  • doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia);
  • cardiopatia congênita;
  • anomalias congênitas das vias aéreas;
  • doença neuromuscular;
  • fibrose cística;
  • imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida;
  • síndrome de Down.

Vacina para gestantes

Além da ampliação do público infantil, o SUS também oferece vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, estratégia que garante proteção aos bebês desde o nascimento. O vírus é responsável por, aproximadamente, 75% dos casos de bronquiolite e cerca de 40% das pneumonias em crianças com menos de dois anos.

Em 2025, até o dia 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR. Desse total, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças menores de dois anos, o que representa 82,5% dos casos da doença provocados pelo vírus no período.

Como a maioria dos quadros de bronquiolite tem origem viral, não há tratamento específico. O manejo clínico é baseado no controle dos sintomas e inclui terapia de suporte, suplementação de oxigênio quando necessária, hidratação e uso de medicamentos que promovem a dilatação das vias aéreas.