Saiba quais são as vacinas que o seu pet deve tomar
Conheça ainda as doses cuja aplicação é prevista por lei

Você sabia que os animais também devem tomar diversas vacinas ao longo da vida, sendo algumas até obrigatórias, previstas em lei? Até os pets que vivem em tempo integral dentro de casas e apartamentos, sem muito contato com outros animais ou agentes externos que possam transmitir alguma doença, devem ser imunizados.
Em Minas Gerais, a campanha da vacinação antirrábica, que é obrigatória, tem início no dia 1º de julho, e a mobilização permanece ativa até o dia 30 de setembro, em todo o estado, cabendo aos municípios operacionalizar o fornecimento de doses e fornecer informações para a população quanto ao período e os locais em que o serviço vai ocorrer.
Além da dose contra a raiva, que é uma doença potencialmente fatal e transmissível de animais para humanos, diversas outras vacinas são de extrema importância para que os animais possam viver longa e saudavelmente.
Vacinar é um ato de amor
A veterinária Camila Cioffi explica sobre algumas vacinas necessárias para cães e gatos. A polivalente para cães, encontrada sob as inscrições de v6, v7, v8 ou v10, por exemplo, previne contra graves doenças, como a cinomose, a hepatite infecciosa canina, a coronavirose, a adenovirose, a parainfluenza e a leptospirose, além de outras doenças virais e bacterianas sérias.
A dose da polivalente pode ser aplicada a partir da sexta ou oitava semana de vida, e deve ser reforçada a cada três ou quatro semanas até o animal atingir dezesseis semanas. Após esse período, é recomendado reforço a partir do sexto mês. Depois, a aplicação deve ser feita anualmente.
“A polivalente previne contra a cinomose, que é uma infecção viral que causa febre, secreção ocular e nasal, vômitos, diarreia e convulsões, entre outros sintomas. O animal que não se vacinar pode vir a óbito, já que essa doença apresenta alto índice de mortalidade. Além disso, pode causar sequelas neurológicas em animais que já tenham se curado”, explica a veterinária.
Já a antirrábica pode ser aplicada a partir dos três meses de vida. A raiva, doença letal e transmissível aos humanos, causa alterações neurológicas, agressividade e salivação excessiva. Conforme a PJF, haverá Dia D de vacinação entre os dias 6 e 26 de agosto na zona rural e no dia 20 de setembro nas UBSs e praças da cidade.
Prevenção dos felinos
Já para os felinos, a polivalente é encontrada sob a inscrição v3, v4 ou v5, e, assim como nos cachorros, pode ser aplicada a partir da sexta ou oitava semana, com reforços até a décima sexta semana.
A veterinária explica que, para os gatos, a vacina polivalente previne contra a anleucopenia felina, rinotraqueíte (herpesvírus) e calicivirose. “A panleucopenia felina, ou parvovirose, causa febre, vômito, diarreia e imunossupressão, e tem índices altos de mortalidade em filhotes. Já a rinotraqueíte e a calicivirose apresentam sintomas como espirros, secreção nasal, conjuntivite e úlceras orais. Essas doenças causam infecções respiratórias graves, especialmente em filhotes e animais imunossuprimidos”, aponta.
Para os bichanos, a vacina antirrábica também é obrigatória, inclusive para que o animal possa viajar em território nacional e internacional. A aplicação da primeira dose deve acontecer a partir dos três meses, sendo garantido o reforço anual.
*Estagiária sob a supervisão da editora Fabíola Costa