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Diagnóstico de autismo na primeira infância: por que a intervenção precoce faz toda a diferença


Por Natália Mancio

17/12/2025 às 21h48

Falar sobre diagnóstico de autismo na primeira infância é, antes de tudo, falar sobre oportunidade. Oportunidade de desenvolvimento, de autonomia, de inclusão e de uma vida com mais qualidade para a criança e para a família.

No Tribuna no Ar a fisioterapeuta Daniela Gamboa, fundadora e CEO da Humanizzare, mãe atípica, explicou por que os primeiros anos de vida – especialmente até os três anos – formam uma verdadeira “janela de oportunidade” para intervenções. É nesse período que o cérebro está em intensa construção, com grande capacidade de criar novas conexões e desenvolver habilidades de fala, coordenação motora e interação social.

Do ponto de vista do desenvolvimento infantil, o diagnóstico de autismo na primeira infância permite que a criança receba apoio especializado enquanto o cérebro ainda está em fase acelerada de organização e aprendizagem. Daniela lembra que, nesse período, a plasticidade cerebral é maior – ou seja, o cérebro responde melhor a estímulos, terapias e adaptações de ambiente.

Diagnóstico de autismo na primeira infância e o impacto na família

O diagnóstico de autismo na primeira infância não toca apenas a criança – ele atravessa toda a estrutura familiar. Na entrevista, Daniela fala com delicadeza sobre o impacto emocional para mães, pais, avós e cuidadores.

Daniela reforça que esses sentimentos não são sinal de fraqueza, mas parte do processo de adaptação a uma nova realidade. Por isso, além do cuidado com a criança, é essencial oferecer acolhimento e orientação para a família – seja com apoio psicológico, grupos de pais ou redes de apoio com outras famílias atípicas.