Cuidado psicológico em tragédias coletivas: como lidar com medo, ansiedade e insegurança
Psicóloga explica como funciona o cuidado psicológico em tragédias coletivas e quando é hora de procurar ajuda profissional.
O cuidado psicológico em tragédias coletivas é tão necessário quanto o suporte material. Em momentos de perdas, incertezas e imagens impactantes, os efeitos não são apenas físicos ou estruturais — eles também são emocionais e, muitas vezes, silenciosos.
Medo, insegurança, tristeza, ansiedade e sensação de impotência são reações comuns diante de situações traumáticas. Mas como diferenciar uma resposta emocional esperada de um quadro que exige acompanhamento profissional?
Para orientar a população, o Tribuna no Ar conversou com a psicóloga clínica Ivili Gonzaga, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia dos Esquemas.
Segundo Ivili Gonzaga, cada pessoa reage de maneira diferente diante de uma tragédia coletiva.
Algumas entram em estado de alerta constante.
Outras se isolam emocionalmente.
Há também quem tente manter a rotina como forma de autoproteção.
Essas respostas fazem parte do mecanismo natural de enfrentamento do cérebro diante de ameaças. O problema surge quando os sintomas se intensificam ou se prolongam.
O cuidado psicológico em tragédias coletivas deve ser procurado quando surgem sinais como:
dificuldade persistente para dormir;
crises de ansiedade frequentes;
pensamentos recorrentes sobre o evento traumático;
sensação constante de perigo iminente;
isolamento social acentuado;
alterações significativas de humor;
dificuldade para retomar atividades cotidianas.
Quando o sofrimento começa a comprometer a funcionalidade da vida diária, é importante buscar apoio profissional.
