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Tribuna de Minas faz 44 anos renovando suas razões e objetivos

As razões e objetivos da Tribuna de Minas envolvem os mesmos propósitos, mas renovando métodos diante dos novos desafios


Por Tribuna

31/08/2025 às 06h00

Era 1º de setembro de 1981 quando a Tribuna se apresentou aos leitores de Juiz de Fora e da região. Seu primeiro editorial – Razões e Objetivos – exaltava a livre iniciativa e os interesses da cidade e da Zona da Mata. Passados 44 anos, esses propósitos permanecem, mas carecem de renovação.

Quando o jornal foi inaugurado, não havia celular, o mundo era analógico, e a produção de notícias tinha diversos processos, inclusive na industrialização, que começava na redação e passava por várias etapas até chegar à impressão final.

O jornal sempre se pautou no acompanhamento tecnológico. Cedo adotou os PCs e a fotografia colorida. E, durante todo esse ciclo, a história da cidade, especialmente, foi contada em todos os seus detalhes. O empresário Juracy Neves, seu fundador, olhava para a planície, sempre além dos obstáculos.

Os desafios são outros. O mundo digital dá margem para novas razões e novos objetivos, mas sempre pautados nos princípios que nos trouxeram até aqui. O advento das redes sociais e das versões digitais dos veículos de comunicação faz parte de nossa rotina, ora desafiada pela Inteligência Artificial, que é uma realidade fora e dentro das redações.

Não há como ficar alheio aos novos tempos, mas o viés humano é prioridade. A IA é um avanço imensurável, mas deve ser utilizada sob princípios éticos, e não como um instrumento que por si só produz a informação.

O passado é sempre uma referência, mas desde a primeira edição há na Tribuna a compreensão de que é preciso estar voltado para o futuro. Os muitos profissionais que já passaram pela redação tiveram papel assertivo nessa leitura do mundo: o que ficou nos referencia; o que vem pela frente nos desafia.

E são muitos esses desafios, que passam tanto pela inovação tecnológica quanto pelos conceitos do que é informação. Hoje são tênues os limites entre o que é fato ou fake. O jornal fica na primeira trincheira.

A defesa da livre iniciativa e das demandas da região continua como princípio básico da Tribuna. A Zona da Mata ainda está aquém do espaço que deve ocupar, mas é preciso insistir. Por isso, há sempre margem para os que ousam ir adiante para afastar de vez o papel coadjuvante da região.

Minas são muitas, como apontava Guimarães Rosa. Por isso, a região deve compreender suas vocações e ir adiante. A Tribuna faz parte dessa jornada, o que nos leva, pois, a olhar sempre para o que vem à frente.