Estado orienta municípios a desobrigarem o uso das máscaras em locais abertos a partir de sábado

Secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, diz que o contexto atual da evolução da pandemia em Minas aponta para a diminuição da incidência da Covid-19


Por Gabriel Silva

10/03/2022 às 14h47- Atualizada 10/03/2022 às 14h50

Secretário de Estado de Saúde (SES-MG), Fábio Baccheretti  ressalta que os  municípios têm sua autonomia, mas a equipe técnica da secretaria recomenda de que não seja obrigatório o uso de máscaras em locais abertos.”(Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) passa a orientar, a partir de sábado (12), que os municípios desobriguem a utilização das máscaras em locais abertos. A medida da pasta estadual tem caráter de recomendação, uma vez que as cidades têm autonomia para definir as diretrizes do combate à pandemia em cada localidade. A secretaria também passa a orientar o fim da exigência do material de proteção mesmo em locais fechados a municípios que atingirem 80% da população vacinada com duas doses e 70% de vacinados com a dose de reforço.

Segundo o secretário de Estado de Saúde (SES-MG), Fábio Baccheretti, o contexto atual da evolução da pandemia em Minas Gerais aponta para a diminuição da incidência da Covid-19. A projeção da pasta é que o estado alcance o menor patamar de casos desde o início da pandemia daqui a duas semanas, acompanhado por quedas nos números de óbitos e na demanda.

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“Diante desse cenário de projeção de queda de casos nos próximos dias, diante do fato de que estamos há mais de seis meses em onda verde, com todos os indicadores controlados. A recomendação do Estado é que cada município possa desobrigar o uso de máscaras em locais abertos a partir de sábado”, anuncia Baccheretti. “Os municípios têm sua autonomia, mas a equipe técnica da secretaria (…) recomenda de que não seja obrigatório o uso de máscaras em locais abertos.”

Como os municípios possuem autonomia para definir as medidas de enfrentamento à pandemia, algumas cidades já flexibilizaram o uso da máscara. É o caso de Juiz de Fora, que, na última segunda-feira (7), desobrigou a utilização do item em ambientes abertos. A flexibilização aconteceu após a cidade alcançar a etapa 3 do programa Juiz de Fora Viva, com 85% de pessoas vacinadas com a segunda dose.

O cenário também faz com que a SES-MG vislumbre a desobrigação completa do uso de máscaras, mesmo em local fechado. “Cada município que tiver completado com duas doses mais de 80% da vacinação e atingir 70% do reforço, o uso de máscara passa a ser facultativo com orientação do estado”, diz Baccheretti, afirmando que, atualmente, nenhum município alcançou esse patamar de vacinação. “Hoje, o estado, em geral, tem 45% de reforço aplicado, mas tem município com 65%, e outros com menos de 40%”.

De acordo com o Estado, Minas tem doses de vacinas disponíveis para seguir o calendário de imunização de crianças de 5 a 11 anos e continuar atendendo às doses de reforço dos adultos. Apesar de orientar o fim da exigência, o secretário encorajou determinados grupos a continuarem utilizando as máscaras. “Aquelas pessoas que estejam com sintomas gripais, aquelas mais vulneráveis e aquelas que se sentem mais seguras com máscara, não se sintam constrangidos em usar a máscara (…). A desobrigação não significa uma estimulação a retirar a máscara.”

Fim do Minas Consciente

Também a partir de sábado, o Estado encerra oficialmente o programa Minas Consciente, que definiu padrões de enfrentamento à pandemia no estado. Com o encerramento, o comitê da SES-MG que monitora a pandemia vai acompanhar quatro indicadores regionalizados: variação de incidência da doença, número de internações, proporção de pacientes com Covid-19 nos leitos de UTI estaduais e fila de pacientes aguardando internação.

Caso seja notada alguma variação importante, a secretaria estadual poderá fazer intervenções pontuais. “Isso vai nortear as ações da secretaria, como ampliação de vacinação, ida aos municípios, ampliação de leitos e outras várias ações que podem ser feitas. Passa a ser mais cirúrgica e pontual cada atuação da secretaria”, diz Baccheretti.

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