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MAIS OUSADIA


Por Tribuna

18/04/2013 às 07h00

Tem sido recorrente neste mesmo espaço a discussão sobre a violência na cidade, fruto, sobretudo, do tráfico de drogas. Há, agora, um elemento novo: os assaltos com rituais violentos que marcaram o noticiário nos últimos dias. No sábado, uma residência foi invadida, e seus proprietários, agredidos. Na noite de terça-feira, a situação foi pior, pois os bandidos, além de renderem os caseiros, atiraram friamente no dono do imóvel, que morreu horas depois. Na fuga, ainda dispararam contra um veículo, estilhaçando o vidro dianteiro. Neste, por sorte, ninguém foi atingido. Numa ação conjunta e rápida das polícias Militar e Civil, até ontem à noite cinco suspeitos tinham sido presos.

Quando se espera uma redução nas ocorrências, o que se percebe é o caminho inverso. Até os crimes contra o patrimônio ganham uma nova conformação, deixando famílias sob o signo do medo, por não haver garantias de que não serão atacadas. Nem mesmo os chamados condomínios fechados estão imunes ante a ousadia dos assaltantes.

Juiz de Fora apresenta números preocupantes que ainda não sensibilizaram todo o Estado. A despeito dos investimentos anunciados e tantos outros previstos, ainda há um passivo a ser recuperado, inclusive nos números do efetivo das polícias Civil e Militar. Juiz de Fora tem falta de mão de obra, o que pode ser constatado no dia a dia, e não se percebem indícios de mudanças. A Polícia Judiciária, a quem cabe o papel de investigação, tem carência de pessoal e de equipamentos. A PM, a despeito do seu número de profissionais, tem que cuidar de uma vasta região, com mais de 1,5 milhão de habitantes.

Na sua visita programada para o mês que vem, o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, irá conhecer de perto o problema, mas, certamente, já tem em sua mesa reclamações suficientes para tomar providências. Só falta colocá-las em prática. Também em maio, a Comissão de Segurança Pública da Assembleia fará uma incursão em Juiz de Fora para discutir os dilemas de uma cidade de fronteira. São muitos.