E a vinda de Jesus à Terra trouxe o convite do doce nazareno a homens e mulheres, idosos e crianças, sãos e doentes, ricos e pobres, o convite se estendeu a todos; revelação divina, profunda e poderosa em sua realização. “Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; — porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. — Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo?”
Na passagem, Jesus aponta o caminho para a evolução espiritual: segui-lo. E seguir o Mestre compreende renunciar-se a si mesmo, em um esforço contínuo de vencer as imperfeições que todos trazemos no íntimo, de abandonar erros e vícios gradativamente, de buscar nos adequar à mensagem de Deus, aos ensinamentos de Jesus, abandonando o orgulho e o egoísmo.
Ao indicar que tome a sua cruz, o Mestre mostra que é necessário suportar corajosamente as tribulações, provações e expiações, com esforço e trabalho na prática do bem. Com o entendimento das reencarnações que a Doutrina Espírita esclarece, tomar de sua cruz revela o esforço que tenhamos de realizar para a evolução moral e espiritual, tendo Jesus como modelo e guia, fazendo hoje melhor do que realizamos no passado.
E para que nosso desejo de seguir Jesus não se faça improdutivo, Emmanuel, na psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, alerta-nos de que admirar a glória do Cristo unicamente pode transformar-se em êxtase inoperante; de que defender a revelação de Jesus isoladamente pode gerar o sectarismo e a cegueira; de que esperar pelo eterno benfeitor, sem trabalho, pode ser ansiedade inútil; e de que permanecer no louvor exclusivo pode tornar-se adoração infecunda.
É imperioso que no processo de seguir as pegadas do Mestre Jesus, saiamos da posição de meros adoradores e busquemos o serviço cristão. Afeiçoar-nos ao Evangelho, trabalhando. E conforme Jesus afirmou, não estaremos a sós, o Mestre caminha à frente: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não anda em trevas, mas terá a luz da vida”.
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