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Parcerias com a comunidade é uma boa iniciativa

editorial

Parcerias com a comunidade são importantes. Tão logo tomou posse para o seu primeiro mandato (1983-1988), o prefeito Tarcísio Delgado convidou seu colega de MDB, Luiz Henrique, prefeito de Joinville (SC), para que compartilhasse com a sua equipe a experiência de mutirões que tinha implantado com sucesso em sua gestão. Em seguida, o político catarinense, que governaria seu estado por dois mandatos, revelou aos repórteres uma experiência que viveu no contato com a comunidade.

  Sua equipe estava fazendo um projeto de captação das águas da chuva em um bairro de Joinville e indicava a melhor solução. Foi nesse momento que um senhor de idade acima dos 70 anos, morador do bairro, o chamou e explicou que gostou muito do projeto, mas havia um problema: a água da chuva descia em outro lugar. Tarcísio adotou, com sucesso, o projeto de mutirões, e Luiz Henrique refez o projeto de captação, após ouvir os moradores. 

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  Tais observações revelam a importância de a comunidade participar das ações do Executivo. A Tribuna visitou a estação de reenvio do teleférico inacabado do Jardim Botânico, da universidade federal, e conversou com os moradores. Iniciado na gestão do reitor Henrique Duque, o projeto encontra-se em estado de abandono desde o início do ano, quando findou o prazo para a construção ser concluída.

  De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Alto Eldorado, Cleberson Petronilho, o posto fixo, com guarda da UFJF 24 horas, deixou de existir. A comunidade, agora, se mobiliza para aproveitar o espaço, ora utilizado como ponto de festas irregulares.

  Há reconhecidos impasses jurídicos e financeiros que precisam ser superados, o que só será possível com envolvimento de todas as partes para se encontrar uma alternativa. O que não vale é deixar sem solução um espaço que poderia ser aproveitado e que hoje tornou-se um elefante branco.

  Obras inacabadas são sempre um problema, pois a retomada é sempre problemática em razão de novos custos, inclusive de reavaliação. Na mesma gestão de Henrique Duque foi iniciada a obra do Hospital Universitário, no Bairro Dom Orione. O projeto avançou na gestão da então reitora Margarida Salomão, com a implementação de uma unidade, mas a maior parte do projeto ainda não foi resolvida.

  No ano passado, a própria Margarida, já prefeita de Juiz de Fora, e representantes da Universidade e da Ebserh – empresa que gerencia os hospitais universitários – receberam a promessa do Governo federal de repasses suficientes para conclusão da obra. Isso, no entanto, ainda não aconteceu.

  No caso do teleférico, é necessário insistir na busca de uma alternativa que permita à comunidade retomar o seu uso de forma adequada, antes que se torne um espaço sob controle ilegal. Um projeto elaborado por arquitetos é bem-vindo, mas depende do diálogo entre a Prefeitura e a Universidade Federal de Juiz de Fora, que ambas garantem estar em curso.

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