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Os desafios de Edson Fachin à frente do Supremo Tribunal Federal

   O ministro Edson Fachin toma posse no dia 29 de setembro na presidência do Supremo Tribunal Federal. Será provavelmente dele a fase final do julgamento dos réus de 8 de janeiro, acusados de tentativa de golpe, e de acompanhamento de causas polêmicas no Congresso Nacional. Independentemente do resultado da primeira turma, os parlamentares vão insistir na anistia dos envolvidos.

  O novo presidente assume, também, em um momento em que o prestígio do STF está sendo colocado em xeque por conta da mão pesada do ministro Alexandre de Moraes, guindado à vice-presidência. Tanto no Congresso quanto fora do Parlamento os juízes estão sendo julgados pela opinião e ainda estão na mira das medidas retaliatórias dos Estados Unidos.

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  Mas a mudança na Corte tem outros desdobramentos. O ministro Luiz Eduardo Barroso, embora tenha idade para ficar mais um tempo, tem sinalizado que deve se aposentar já no ano que vem, o que daria ao presidente Lula a chance de nomear mais um ministro.

  Até aí faz parte do jogo e dos ritos. A questão está em uma postagem do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicando que o nome mais provável para a vaga de Barroso é o do senador Rodrigo Pacheco, que o antecedeu no comando do Congresso até o início do ano.

  O parlamentar mineiro tem bagagem para o cargo e é reconhecido pela sua formação jurídica, mas ele, ao mesmo tempo, cria um problema para o presidente. Nas várias passagens por Minas Gerais, Lula tem sugerido que o senador é o melhor nome para disputar o Governo de Minas, induzindo até o PT, seu partido, a abster-se de indicar um candidato próprio.

  Se Pacheco optar pela disputa ao Supremo, em detrimento do Governo, o PT terá que montar um plano B. A prefeita de Contagem, Marília Campos, é um dos nomes prováveis, mas sua opção preferencial seria ser vice de Pacheco. Com a pressão do presidente, o partido não discutiu solidamente nenhuma alternativa.

  Restando um ano para o pleito, as candidaturas ainda são meros projetos, mas já começam a surgir luzes no meio do caminho. O governador Romeu Zema – que oficializa neste sábado sua pretensão de disputar a Presidência da República – já destacou que o nome de sua preferência é o seu vice, Mateus Simões. Este, aliás, tem sido de fato o governador para ampliar a sua visibilidade.

  O senador Cleitinho Azevedo também está no páreo. Seria o nome do Republicanos na disputa, mas outros projetos estão em curso. Recentes pesquisas apontam que somente o deputado Nikolas Ferreira (PL) lhe faz frente. Como os fatos estão interligados, a aposentadoria de um ministro no STF, que, em princípio, é um ato administrativo da Corte, tem repercussões no xadrez político de Minas.

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