
Uma erosão provocada pelas fortes chuvas da última semana comprometeu parte da lateral da ponte localizada na BR-267, entre Juiz de Fora e Bicas. O trecho afetado fica na altura do km 82/66, nas proximidades do acesso a Sarandira, e mobiliza equipes desde segunda-feira (2), na tentativa de garantir a segurança de motoristas que trafegam pela rodovia.
A Tribuna esteve no local na segunda-feira e encontrou a empresa Diferencial, que presta serviço para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ao todo, sete funcionários estavam atuando no trecho. No dia anterior, as equipes instalaram defensas metálicas, os chamados Guard Rail’s, nas margens da pista, com o apoio de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), devido ao alto fluxo de veículos e ao registro de condutores trafegando acima da velocidade permitida.
A velocidade máxima no trecho é de 80 km/h até o trevo de acesso a Leopoldina, mas não são raros os veículos que trafegam em alta velocidade. De acordo com o Dnit, quatro sequências de lombadas serão implantadas no sentido Juiz de Fora e três no sentido Bicas. A instalação ocorre na intenção de reduzir a velocidade com que os veículos trafegam no trecho.
De acordo com os trabalhadores no local, engenheiros do Dnit da unidade de Santa Terezinha devem realizar o levantamento topográfico da área para definir as intervenções necessárias na lateral da estrutura.
A erosão atingiu a lateral da pista após o acúmulo de água das chuvas intensas, que arrastaram terra, árvores e parte de um bambuzal às margens do ribeirão que corta a região. Um trabalhador da empresa responsável pelo serviço, que preferiu não se identificar, explicou que o problema se agravou ao longo da semana. “Devido à chuva, causou-se uma erosão. Ela começou pequena e, com a chuva forte no decorrer da semana, acabou crescendo”, afirmou.
O tráfego segue liberado, com sinalização reforçada e monitoramento das equipes técnicas.
A Tribuna entrou em contato com o Dnit para solicitar informações sobre o local, a previsão de duração da obra e do início do levantamento topográfico da área. Em nota, o departamento respondeu: “O Dnit esclarece que não houve nenhum dano à ponte citada na demanda. Ocorreu um processo erosivo próximo à estrutura, que não compromete sua estabilidade. O Dnit está implantando vários quebra-molas no local, no intuito de reduzir a velocidade no segmento. As obras definitivas começam assim que houver um período de estiagem. Ainda não há previsão da duração das obras de recuperação do aterro.”
