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‘Se tiver filho meu metido nisso, será investigado’, diz Lula sobre esquema de fraude no INSS

lula by marcelo camargo agencia brasil editada

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (18), que defende a investigação de todas as pessoas envolvidas no esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem exceções, inclusive familiares. A declaração foi dada durante conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Sem Desconto.

“Todas as pessoas que estiverem envolvidas, diretamente ou não, elas serão investigadas pela Polícia Federal. Muitas das coisas estão em segredo de Estado. Eu sinceramente já li a respeito algumas notícias. E eu tenho dito para os meus ministros, tenho dito para as pessoas que participam da CPI: é importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas envolvidas”, disse o presidente.

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Na sequência, Lula reforçou que não haverá distinções na apuração. “Todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado”. Em tom de brincadeira, acrescentou: “Se tiver meu pai, que já morreu, não”.

O presidente também criticou a prática criminosa de retirar recursos de aposentados por meio de promessas falsas, ressaltando que grande parte dos beneficiários recebe apenas um salário mínimo. Segundo ele, a investigação deve avançar sem interferências políticas.

“Eu estou muito leve com relação a essas apurações. E eu não sei quem foi hoje [quinta-feira], eu não sei quem a Polícia Federal visitou, não sei porque eu tive já algumas reuniões importantes hoje [quinta-feira]. O que eu sei é o seguinte: quem estiver envolvido vai pagar o preço de estar envolvido com isso”, afirmou.

Nesta quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Operação Sem Desconto, cumprindo 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão contra investigados por desvios de recursos no INSS. A ação mira suspeitas de fraudes em aposentadorias e benefícios previdenciários.

A operação também resultou no cumprimento de um mandado de prisão domiciliar e no afastamento do então secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, considerado o número dois da pasta. Jornalista de formação, ele já atuou no gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e ocupou cargos no Congresso Nacional ligados a políticos do PDT.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT-PE), afirmou que não tinha conhecimento sobre o eventual envolvimento do secretário-executivo no esquema investigado. Segundo ele, Adroaldo Portal foi exonerado logo após a deflagração da operação. “Não tínhamos qualquer informação”, disse o ministro ao ser questionado sobre o caso.

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*Texto com informações do Estadão Conteúdo, reescrito com o auxílio do ChatGPT e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

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