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Oposição e situação trocam farpas na Câmara

A mensagem do Executivo que doa um terreno do município, no Distrito Industrial, à empresa Brafer Construções Metálicas S/A colocou, pela primeira vez na atual legislatura, oposição e situação em rota de colisão na Câmara. A aprovação da proposta, após a realização de duas sessões extraordinárias e voto contrário da bancada do PT, esquentou o clima na noite desta quarta-feira (17) no Palácio Barbosa Lima. Os desentendimentos tiveram início quando o vereador Wanderson Castelar (PT) tentou adiar a votação, pedindo vista do projeto. A movimentação levou o líder do Governo, Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC) a adotar um procedimento pouco usual no Legislativo e solicitar aos pares voto contrário à movimentação petista. Essa é uma prerrogativa de qualquer vereador, mas já havíamos conversado, e, agora, vossa Excelência se comportou de maneira diferente.

O posicionamento de Pardal foi considerado uma afronta por Castelar. Não houve acordo ou entendimento político. Solicito a manutenção do meu pedido de vistas como forma de respeito às regras e à boa convivência parlamentar. Apesar do apelo, o pedido do petista foi derrubado pela maioria. Roberto Cupolillo Betão, (PT), Jucelio Maria (PSB), Ana Rosignoli (PDT) e José Fiorilo (PDT) foram os únicos a permanecerem ao lado de Castelar. A situação se repetiu na sessão extraordinária. Dessa vez, foi o pedido de vistas de Betão que acabou sendo derrubado pelos pares.

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A votação virou troca de farpas entre Castelar, que, ao lado de Betão, integra o grupo de oposição ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB), e o líder de Governo. O petista chegou a questionar Pardal se ele tinha conhecimento do teor da mensagem e do protocolo de intenções assinado entre a PJF e Brafer, ainda na gestão Custódio Mattos (PSDB). Caso não saiba, ainda há tempo de ligar para a Prefeitura. O líder revidou: Vossa Excelência deve ser conhecedor de que essa matéria tramita desde o ano passado. É de causar estranheza que tenha mudado de ideia em 30 minutos após conversas com sua assessoria.

As discussões se estenderam com ataques e defesas de ambas as partes. A bancada de oposição voltou a questionar o atual Governo ao citar as dívidas apontada por Bruno como herança da gestão passada. Acho que deveria ser criada uma (CPI) para investigar essas dívidas, que sempre são lembradas a cada novo Governo, defendeu Castelar. Ao fechamento da sessão, o petista ainda bateu boca com o presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB), e deixou o plenário contido por assessores.

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