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Em caso de renúncia de Bruno, fontes tucanas garantem que Almas assume PJF

antonio almas fernando

eleições 2018. webO cenário de indefinições acerca de uma possível renúncia do prefeito Bruno Siqueira (MDB) tem movimentado os bastidores da política juiz-forana. Além de os crescentes burburinhos de que Bruno pode deixar o cargo até o fim de semana para disputar um cargo parlamentar no Senado, na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa (ALMG), nos últimos dias começou a correr boatos de que o vice-prefeito Antônio Almas (PSDB) também poderia se afastar da função, abrindo vacância na cadeira de chefe do Executivo de Juiz de Fora, o que abriria espaço para que o atual presidente da Câmara, o vereador Rodrigo Mattos (PSDB) assumisse a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).

Fontes próximas ao vice-prefeito e ao PSDB garantem que ele continua na função (Foto: Fernando Priamo)

Fontes próximas ao vice-prefeito e ao PSDB, no entanto, rechaçam os burburinhos que correram nas redes sociais recentemente e garantem que Almas segue na função e estaria apto a exercer o comando da PJF caso Bruno opte por se afastar voluntariamente da função. Rodrigo, aliás, trabalha para viabilizar uma candidatura a deputado federal.

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Uma possível saída de Bruno, no entanto, mudaria a linha sucessória do Poder Executivo Municipal. A Lei Orgânica do Município define que, em caso de afastamento temporário ou definitivo do prefeito, este será substituído pelo vice-prefeito até o final do atual mandato, em 31 de dezembro de 2020. Após tal hierarquia, em caso de ausência temporária do vice-prefeito, a chefia do Executivo fica a cargo do presidente da Câmara Municipal, função exercida pelo vereador Rodrigo Mattos (PSDB) até o dia 31 de dezembro deste ano. Como pessoas próximas ao tucano descartam qualquer possibilidade de renúncia de Antônio Almas, este será o cenário sucessório juiz-forano na hipótese de Bruno confirmar a decisão especulada nos corredores da política e se afastar do mandato até o próximo sábado.

A partir daí, um outro cenário se descortina. A despeito de as fontes garantirem que Almas assume a função até o fim do mandato, a Lei Orgânica prevê duas situações em caso de afastamento compulsório ou voluntário do vice-prefeito da função antes do final do mandato. Em uma situação em que haja uma ausência definitiva de Almas antes dos últimos quinze meses de mandato, ou seja, até o final de setembro de 2019, serão realizadas novas eleições no prazo de 90 dias. Caso a vacância ocorra a partir de outubro do ano que vem, o presidente da Câmara assume a função e desempenha a chefia do Poder Executivo de Juiz de Fora até o final do mandato, em 31 de dezembro de 2020.

Cenário de indefinição

Se fontes próximas cravam a permanência de Almas até fim do mandato, outros aspectos que envolvem a Administração municipal vivem derradeiros dias de indefinição. Além de permanecer em aberto a possibilidade ou não de o prefeito abrir mão da cadeira até o próximo sábado, não é possível nem mesmo apontar qual o provável destino de Bruno Siqueira caso ele confirme seu afastamento nos próximos dias.

Uma certeza será apenas a de que o nome do emedebista estará nas urnas. Contudo, candidaturas ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa já foram aventadas. Até mesmo uma possível indicação como candidato a vice-governador em caso de uma reedição entre a dobradinha PT e MDB em torno de um projeto de reeleição do governador Fernando Pimentel (PT) já foi abordada. Tudo dependerá de articulações partidárias, uma vez que ainda existem até mesmo especulações – esvaziadas, recentemente, é verdade – de que Pimentel possa deixar o cargo até o próximo sábado, mirando uma cadeira no Senado. Tal decisão também deveria ocorrer até o fim de semana, de forma a respeitar os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral. A conferir.

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