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Os pés pelas mãos – Cavalo chique também refuga

A derrota para o São Paulo na última quarta-feira não mudou muita coisa no atual cenário do futebol brasileiro. O Atlético-MG segue sendo a equipe que apresenta o melhor padrão de jogo até aqui, e, talvez, o revés e a má apresentação do meio de semana nada mais seja do que aquela tal de exceção que confirma a regra. Todavia há um enorme hiato entre ser o time do momento e levantar a taça. Nem sempre esses caminhos se cruzam. Para chegar ao destino almejado, o Galo terá que superar um adversário osso duro de roer: o fantasma de seu retrospecto recente e a falta de conquistas significativas.

Sem essa história de cavalo paraguaio. O atual time do Atlético já mostrou que é tudo menos um pangaré. Trata-se de um grupo de estirpe, referenciado por um Ronaldinho Gaúcho que vem justificando sua linhagem: a dos grandes craques. Mas vale lembrar que cavalo de bacana também refuga. Um bom exemplo é o famoso sela francesa Baloubet du Rouet, que deu uma amarelada homérica diante de um obstáculo nas Olimpíadas de 2000, deixando o Rodrigo Pessoa, cavaleiro multicampeão, com um sorriso amarelo em terras australianas.

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E no confronto que lhe custou a invencibilidade na Libertadores, o Galo foi um Baloubet em São Paulo. Bernard e Tardelli fazem muita falta ao esquema de Cuca, mas faltou mesmo disposição para superar o obstáculo. O Atlético foi um time apático. E a desculpa de que aquela partida era vista como um treinamento de luxo pode custar caro. Por incrível que pareça, o Tricolor paulista, dono da pior campanha na primeira fase, chegará com o moral mais inflado que os mineiros, que têm o melhor desempenho da competição.

A forma como o São Paulo conseguiu a classificação o coloca em pé de igualdade com o Atlético. Atrevo a dizer que vejo os paulistas como favoritos para o confronto das oitavas. O psicológico pesa muito nas competições de mata-mata. Aos mineiros, resta superar os traumas e os fantasmas que rondam os times de melhor campanha na fase de classificação da Libertadores nos últimos anos; as refugadas recentes, como no Brasileirão do ano passado; e os destinos equinos, sejam eles paraguaios ou do já falecido Baloubet du Rouet.

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