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Justiça vai investigar gigante da Série A por lavagem de dinheiro e crime organizado

Justiça vai investigar gigante da Série A por lavagem de dinheiro e crime organizado

Foto: Polícia Civil/SP

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Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

Investigação sobre um suposto esquema de desvio de verba no São Paulo foi remetida a uma Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores. A informação foi divulgada pelo Uol e confirmada pelo Estadão, às vésperas da reunião do Conselho Deliberativo que votará o impeachment do presidente Júlio Casares, marcada para esta sexta-feira (16).

A remessa teve anuência do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que intensificou a apuração com a criação de uma força-tarefa. O inquérito é conduzido pela Polícia Civil paulista.

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Um dos focos é a retirada de R$ 11 milhões em dinheiro vivo das contas do clube, por meio de 35 saques na boca do caixa, entre 2021 e 2025, período da gestão de Casares. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que as movimentações foram consideradas atípicas pelos bancos em que os valores estavam depositados.

Segundo advogados do clube, os valores teriam sido destinados a “compromissos rotineiros do futebol que exigem dinheiro em espécie”.

A investigação também analisa o depósito de R$ 1,5 milhão na conta de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Conforme o Coaf, o ingresso ocorreu por meio de 132 operações, também na boca do caixa, e foi considerado atípico porque o montante movimentado não corresponderia à remuneração mensal do presidente (R$ 27,5 mil), cargo exercido de forma exclusiva.

Bruno Borragine, que integra a defesa de Casares, afirma que o montante tem origem lícita e diz que serão demonstrados origem, lastro e finalidade das quantias. Os representantes do presidente também trabalham com um perito contador. “Trata-se de dinheiro de economias do Júlio, enquanto ele trabalhava no mercado privado. Ele fez uma reserva financeira. Quando ele assumiu como presidente, com salário de R$ 27 mil, ele não tinha como manter a qualidade de vida que mantinha trabalhando na iniciativa privada”, afirmou ao Estadão.

A apuração alcançou terceirizadas que prestam serviço ao clube. A Off Side, responsável pela logística em jogos de times da Série A, é citada como possível laranja no inquérito da Polícia Civil. A investigação também mira diretores são-paulinos, como Carlos Belmonte e Rui Costa, que negam irregularidades.

Em paralelo, a Polícia Civil apura um esquema clandestino de comercialização de um camarote no MorumBis em noites de shows. Mara Casares e Douglas Schawrtzmann, diretores citados em gravação, se afastaram dos cargos. O MP-SP pediu a abertura de inquérito à polícia, enquanto o São Paulo informou ter aberto sindicâncias (interna e externa) para apuração.

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O Conselho Deliberativo do São Paulo se reúne nesta sexta-feira (16) para votar o impeachment de Júlio Casares. A votação será híbrida (presencial ou virtual), contrariando o clube, que recorreu na Justiça para que o tema fosse pautado de maneira inteiramente presencial, mas teve o agravo de instrumento indeferido. Se a destituição for aprovada, Casares será afastado provisoriamente e aguardará decisão da Assembleia Geral, que poderá aprovar ou rejeitar a deliberação.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

Resumo desta notícia gerado por IA

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