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‘Meu maior prêmio’: Falcão reúne mais de 3 mil pessoas e dá show de futsal em JF

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'Meu maior prêmio': Falcão reúne mais de 3 mil pessoas e dá show de futsal em JF

Festa completa, com interação entre atletas, ídolos, jovens talentos e um público apaixonado. Falcão realizou o que sempre soube fazer de melhor: encantou. Em Juiz de Fora na última quarta-feira (2) para protagonizar o Desafio Bahamas, o “Rei do Futsal” deixou mais uma lembrança inesquecível para quem viu o camisa 12 em ação. Aos 48 anos, mostrou que ainda tem magia nos pés e protagonizou um espetáculo repleto de jogadas plásticas acompanhadas do carinho das arquibancadas. Conforme a organização do evento, mais de 3.200 pessoas compareceram ao Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos para ver de perto o maior jogador da história da modalidade.

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Falcão esteve pela primeira vez em Juiz de Fora (Foto: Felipe Couri)

O evento também reuniu personalidades locais, influencers e atletas da nova geração. Antes do grande duelo, o ginásio já estava aquecido com jogos entre alunos de escolinhas e desafios no formato “um contra um”, o popular x1. No primeiro embate, o astro da internet Henrique da 04 venceu Louzada por 2 a 1. Em seguida, o atleta Gui Marcondes bateu James Flayner, jogador de fut-7 do Tupi, por 3 a 1.

Três golaços

No jogo principal, o Time do Falcão encarou uma seleção formada por jogadores da cidade. O primeiro tempo terminou com vitória parcial por 4 a 3 para o craque e seus convidados. Ao final, o placar foi digno de um evento festivo: 11 a 11, com direito a três gols de Falcão — um de chapéu, outro de voleio e um terceiro de carretilha invertida, arrancando aplausos e gritos da arquibancada. Também balançaram as redes nomes conhecidos, como o nadador paralímpico Gabrielzinho e o craque do freestyle Adonias.

Adonias, inclusive, destaca o carinho da cidade. “É um motivo de muita alegria estar em Juiz de Fora, uma cidade que fiz minha faculdade, amo de coração e tenho muitos amigos. Foi muito legal o jogo do Falcão, fomos recebidos com muito carinho e alegria”.

Já Gabrielzinho conta ser uma honra poder estar ao lado do maior atleta de futsal do mundo. “Estou feliz demais, espero dar uma brincada. Meu forte é nas águas, mas o futsal é um esporte que eu gosto, quero me divertir. Nem se eu sonhasse, imaginaria participar de algo assim”, define o momento.

Outro que celebrou o momento foi Rikinho, influenciador digital ligado ao esporte: “Foi um prazer, é minha primeira vez na cidade e em uma ocasião muito especial. Estou muito feliz de ver essa criançada, vou atender todo mundo, tirar foto e dar autógrafo. Está sendo muito importante para mim”.

Torcedores mirins pediam autógrafos e fotos com o ídolo (Foto: Felipe Couri)

Gênio em quadra e crítico fora dela

Falcão, mesmo aposentado das quadras profissionais há seis anos e meio, mostrou que continua sendo a maior referência do futsal no país. Ele fez questão de ressaltar os desafios atuais do esporte que, segundo ele, perdeu ídolos e espaço na mídia. “O futsal está mais competitivo. Antes, existiam os muito bons, os medianos e os abaixo. Agora, todo mundo se igualou. Seleções que nem participavam da Copa, hoje chegam como favoritas: Marrocos, França, Uzbequistão”, analisa.

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O ex-camisa 12 também comentou sobre a ausência de nomes de impacto na nova geração: “Jogadores que atraiam o público estão escassos. O Leozinho estava aparecendo, mas foi para o futebol de campo. O Rodrigo Capita, que é outro tipo de referência, se aposenta este ano. O público está diminuindo, os jogos estão todos muito iguais. Se assistir a dez partidas da Liga [Nacional], todas são iguais. Antes, em um vídeo de melhores momentos, você via três ou quatro minutos de lances incríveis. Hoje, não tem um drible, uma jogada diferente”.

Conforme ele, a ausência de ídolos é algo que afasta o futsal do público. “Vim de uma época com Junior Negrão e Benjamin no beach soccer, Tande e Giba no vôlei, Lenísio e Manoel Tobias no futsal. Hoje, os ídolos se perderam. Desde que parei, a TV aberta não transmite mais os jogos. O Brasil foi campeão mundial ano passado, ganhou da Argentina por 3 a 1, mas pouca gente sabe o nome de três jogadores. As pessoas ganham, mas não marcam”.

Atento à importância de seguir entregando um espetáculo digno de sua história, o ex-jogador da Seleção Brasileira afirma que leva a sério o compromisso desses eventos.

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“Procuro manter a forma, mesmo com 48 anos, para entregar o melhor evento possível com respeito ao público. Colocar mais de 3 mil pessoas no ginásio em uma quarta-feira à noite mostra que o evento é um sucesso. Mesmo afastado há tanto tempo, trazer esse público para se divertir é meu maior prêmio pós-carreira. Trinta ou quarenta por cento do público são crianças que nem me viram jogar. Não sei explicar o motivo, mas essa molecada é fã”.

Falcão, inspiração para os novos talentos

Treinador João Vitor e atleta Arthur José: juiz-foranos têm Falcão como referência máxima (Foto: Felipe Couri)

Entre os muitos torcedores que acompanharam o evento com olhos brilhando estava Arthur José dos Santos, de 15 anos, camisa 10 do futsal do Clube Bom Pastor e atleta do PSG Academy no campo. Para ele, estar perto do ídolo foi um momento inesquecível. “Sou muito fã do Falcão. Quando cheguei para tirar uma foto com ele, chorei. Foi incrível. É o sonho de qualquer menino. Espero ver esse espetáculo, essa magia que ele tem. Tenho o sonho de chegar na Seleção Brasileira de futsal, e, se possível, na Europa. Sou grande fã do Benfica”, comemora.

Arthur estava acompanhado do treinador João Vitor Costa, de 22 anos, professor da PSG Academy e morador. João também se emocionou com o evento. “Sou muito fã do futsal e do Falcão. Para mim, estar aqui é uma honra, ainda mais ao lado de um atleta meu. Tentar passar algo do Falcão para os meninos é quase impossível, porque ele é fora da curva. Mas buscamos ensinar a alegria de jogar, a criatividade dentro de quadra. Hoje isso tem se perdido, mas o futsal ainda permite esse trabalho”.

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