Ícone do site Tribuna de Minas

JF tem 12 mil imóveis irregulares

3314778654

3314778654

Dados foram levantados após geoprocessamento

Dados foram levantados após geoprocessamento

PUBLICIDADE

Juiz de Fora possui cerca de 12 mil imóveis em situação irregular, o que corresponde a 5,4% do total da planta do município (221 mil). As informações foram levantadas pela Prefeitura através do trabalho de mapeamento por geoprocessamento, iniciado em 2007. Os proprietários dos imóveis detectados têm até o final do ano para se apresentarem de forma espontânea e regularizarem a situação. Uma comissão formada por quatro secretarias municipais ainda estuda as vantagens que devem ser oferecidas a estes contribuintes e as medidas punitivas que serão aplicadas para quem mantiver o imóvel irregular. Em maio, estes detalhes devem ser definidos, e a proposta é que, a partir de 2014, a validação das informações levantadas seja feita através de vistorias nos locais. "A lei permite cobrança retroativa dos últimos cinco anos, mas estamos discutindo outras possibilidades", adianta o chefe do departamento de execução instrumental da secretaria de Atividades Urbanas (SAU), Cláudio Vargas.

O presidente da comissão de estudo e chefe do departamento de cadastro imobiliário da SAU, Cláudio Ricardo Corrêa de Oliveira, diz que as irregularidades detectadas não envolvem fatores técnicos de engenharia. "A nós, cabe regular o imóvel para fim do nosso cadastro, que serve para alimentar a base fiscal do município." Ele explica que a situação dos imóveis apontados pelo levantamento causa impacto direto na arrecadação do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). "Os proprietários não estão sendo cobrados conforme a situação real existente no local. Em alguns casos, o imóvel não possui cadastro imobiliário. Em outros, houve alteração da área construída (ampliação ou redução) que não foi comunicada à PJF."

Sem revelar o impacto causado no recolhimento do IPTU em Juiz de Fora, o secretário municipal da Fazenda, Fúlvio Albertoni, destaca apenas a importância da participação do contribuinte no processo de atualização cadastral. "Desta forma, o proprietário não corre o risco de ser surpreendido com uma cobrança incorreta do imposto." Em janeiro deste ano, porém, durante entrevista conjunta com o prefeito Bruno Siqueira concedida à Tribuna, ele chegou a dizer que a expectativa após o término do processo de recadastramento era de ampliar em 20% a arrecadação do município. Segundo informações da assessoria da PJF, foram recolhidos R$ 88,9 milhões em IPTU no ano passado.

O secretário municipal de Atividades Urbanas, Basileu Tavares, ressalta outros danos causados pela irregularidade dos imóveis. "Além de impactar economicamente, há o crescimento desordenado do município e o problema da segurança pública. Muitas dessas obras são realizadas sem acompanhamento técnico adequado." Para ele, a população deveria ajudar no trabalho de fiscalização. "Queremos apoio de todos porque a Prefeitura não tem como ser onipresente. Nosso objetivo é orientar, não punir."

 

Regularização

PUBLICIDADE

Para regularização dos imóveis, os contribuintes devem comparecer à sede do JF Informação (Av. Rio Branco, nº 2234, Centro) entre 8h e 18h. No caso de cadastramento do imóvel, é preciso levar documento de propriedade e cópia do RG. Para alteração da área construída, o proprietário deve preencher o requerimento específico e informar o número de inscrição imobiliária. Ambos os procedimentos são gratuitos. Segundo dados da SAU, um total de 240 contribuintes se apresentaram de forma espontânea para o recadastramento em 2012.

 

 

PUBLICIDADE

Pendências em imóveis populares e de alto padrão

O trabalho de mapeamento de Juiz de Fora através do geoprocessamento teve início em 2007, na gestão do prefeito Alberto Bejani. "O projeto nunca foi paralisado. Em 2010, o levantamento ganhou maior fôlego e, agora, estamos estruturando a etapa final", relata o chefe do departamento de execução instrumental da SAU, Cláudio Vargas. O geoprocessamento, conforme ele explica, é um programa que, através do cruzamento de informações e imagens, permite a projeção de dados espaciais, como localização, limites dos terrenos, área construída e tipo de imóvel. "As informações coletadas são associadas à imagem aérea da cidade como um todo."

Conforme a pesquisa, o Centro de Juiz de Fora é a região que mais concentra situações irregulares, seguido pela Zona Norte. "Isto se deve à extensão das duas áreas. Em geral, os imóveis estão distribuídos de forma equivalente em toda a cidade", afirma Vargas. Sobre o perfil dos imóveis, ele diz que há uma grande variação. "Temos padrão elevado e popular."

 

PUBLICIDADE

Base de dados

O supervisor de informações cadastrais georreferenciadas da SAU, Túlio Alves Matta, destaca que os dados coletados pelo geoprocessamento permitem o detalhamento da localização do imóvel e seu entorno e, por isso, podem orientar outros trabalhos da PJF. "Com esta base de dados georreferenciada é possível criar mapas temáticos para ações planejadas como, por exemplo, identificar todos os imóveis abandonados ou em ruínas para vistorias para prevenção e combate à dengue."

Sair da versão mobile