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Julgamento Matheus Goldoni: delegado e perita são ouvidos no segundo dia de júri

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Iniciada nesta terça, sessão chegou ao segundo dia; réus serão ouvidos nesta quarta-feira (Foto: Fernando Priamo)

Aconteceu, nesta quarta-feira (21), o segundo dia de julgamento do caso Matheus Goldoni. A sessão teve início por volta das 9h15 e terminou cerca de 23h. Ao longo do dia, testemunhas que não foram ouvidas na terça puderam prestar depoimentos. Para esta quinta, a previsão é de que sejam ouvidos os quatro réus. Em seguida, será dado início aos debates, com duas horas e meia para a acusação, seguido do mesmo tempo para a defesa. A réplica, a cargo da Promotoria, pode se estender por mais duas horas, assim como a tréplica, quando a defesa tem disponibilizadas outras duas horas para as considerações finais.

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A primeira testemunha a ser ouvida na sessão desta quarta foi o dono de um carrinho de cachorro-quente, que trabalha nas imediações da casa noturna onde o jovem esteve na noite que culminaria em sua morte, em novembro de 2014. A segunda testemunha a depor foi um jovem que estava na boate naquela noite e que teria conversado com a vítima ainda dentro da casa noturna. Ele teria presenciado uma suposta briga que teria resultado na expulsão de Goldoni da casa pelos seguranças. A terceira testemunha é uma mulher que passou de carro pela via onde fica a boate e teria visto um jovem, que seria Goldoni, do lado de fora da casa noturna.

A quarta testemunha ouvida foi um dos sócios do Privilège, que não estaria presente na boate no dia do episódio. Neste momento, foram lidas 19 ocorrências envolvendo a Privilège. Em nenhuma delas, no entanto, os réus do caso Goldoni são classificados como autores. Por volta das 14h, o depoimento dele foi encerrado e iniciado um intervalo.

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Sessão foi retomada à tarde

Após uma pausa na sessão, as oitivas das testemunhas foram retomadas. A primeira pessoa a depor, após o intervalo, foi um escrivão da Polícia Civil que participou do inquérito realizado pela Delegacia Especializada em Homicídios. Em seguida, o depoimento do delegado Rodrigo Rolli, responsável pelo inquérito, foi dispensado pelos advogados de defesa dos réus. Contudo, o juiz Paulo Tristão, por considerar importante as declarações de Rolli para esclarecimento dos fatos, consultou os jurados, que foram favoráveis ao depoimento do delegado.

Rodrigo Rolli foi ouvido por cerca de uma hora e meia. O delegado respondeu a perguntas da defesa e da acusação a respeito de diversos pontos do inquérito de cerca de 500 páginas – o inquérito que investigou o caso durou entre novembro de 2014 e setembro do ano seguinte, indicou quatro réus, 50 testemunhas ouvidas e 15 acareações foram realizadas ao longo do processo.

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A sétima pessoa a conceder depoimento nesta quarta foi o rapaz que teria desferido um soco contra Matheus na porta do banheiro, no interior da casa noturna. Ele é namorado da moça que teria sido o pivô do desentendimento entre Matheus e o jovem.

Após a audiência do rapaz, foi ouvida a perita da Polícia Civil responsável pelos exames periciais das circunstâncias encontradas no local onde o corpo de Matheus Goldoni foi localizado. Ela participou da reconstituição dos fatos dentro e fora da boate e acompanhou todo o exame de necropsia realizado no corpo da vítima.

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A última e nona pessoa a ser ouvida foi o homem que estava parado, na Avenida Engenheiro Gentil Forn, perto da barraca de água de coco, com o carro com a bateria descarregada. Ao longo do inquérito, ele foi procurado pelo tio e pelos pais de Matheus para que fosse testemunha no processo. Durante um dos encontros, ele teve sua fala gravada pelos pais da vítima. Esse áudio foi apresentado em plenário na tarde de terça-feira.

Familiares avaliam julgamento

Ainda durante a manhã, familiares de Matheus Goldoni e de um dos réus falaram com a reportagem. O mecânico Cláudio Ribeiro, pai de Matheus, disse esperar um desfecho favorável à sua causa. “A gente está à procura da verdade e que a justiça seja feita. Ontem (terça) acho que foi um dia muito produtivo, pelas testemunhas, provas que apareceram lá, e a gente está bem confiante que essa verdade e a justiça vai ser feita, em nome de Deus.”
Brauley Batista da Silva, irmão de um dos réus, também avaliou como positiva a ida do júri ao local onde o corpo de Matheus foi encontrado. “Eles observaram bem como é a situação, questão de tempo”, afirmou. “Hoje (quarta) vai ser um dia mais pesado, mas estou otimista com o desfecho, porque não aconteceu nada, está sendo provada a lisura deles. Hoje é um dia cansativo, mas vai ser um dia de vitória.”

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