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Saiba 5 problemas de saúde que podem ser tratados com radiologia intervencionista

destacada radiologia intervencionista

Vários problemas de saúde podem ser tratados de maneira mais simples e menos agressiva graças a inovações na medicina e métodos que visam o bem-estar do paciente. A CRIIO Radiologia Intervencionista e Cirurgia Vascular funciona em Juiz de Fora desde 2018 buscando justamente isto: apresentar para a população métodos que buscam priorizar a qualidade de vida e boa recuperação. Apesar de muitos indivíduos ainda não saberem os benefícios que essas áreas aliadas podem gerar, o tratamento pode ser feito em doenças bastante comuns, e que costumam gerar bastante desconforto. Saiba mais sobre essas possibilidades.

A clínica é composta pelos especialistas Dr. Rafael Gustavo Gomide Alcántara (Radiologista Intervencionista e Cirurgia Endovascular), Dr. Magnum de Oliveira Matos (Radiologista Intervencionista e Cirurgia Endovascular) e Thaiza de Souza Filgueiras (Cirurgiã Vascular e Endovascular). Juntos, com sua experiência e estudos na área, eles priorizam o tratamento de diferentes doenças por meio de métodos minimamente invasivos que, apesar de já comprovados, podem não chegar até o conhecimento do paciente por vias mais tradicionais. “São tratamentos que se complementam a outras especialidades e podem minimizar bastante os sintomas que geram dores e desconfortos”, explica Dr. Rafael.

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(Foto: Gabriela Carleial)

Miomas uterinos

Os miomas uterinos podem ser tratados a partir da radiologia intervencionista. Estes tumores benignos do útero são muito prevalentes na população feminina e ocorrem na fase reprodutiva, quando sintomáticos costumam causar sangramentos frequentes ou prolongados, problemas de compressão de estruturas próximas como a bexiga, cólicas fortes, aumento de volume abdominal e até dificuldade para engravidar. Segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a doença atinge quase 50% das mulheres em idade fértil no Brasil.

A técnica de embolização se soma aos tratamentos cirúrgicos e/ou ginecológicos, por vezes podendo até se associar a eles de forma complementar. Nesta técnica, não há cortes na barriga ou manipulação da região genital, diretamente, o tratamento diretamente dentro da artéria, obstruindo o fluxo dos miomas uterinos e eliminando sua alimentação e por consequência “matando” os miomas. “Não tem corte ou manipula a área genital, faz só um furinho na artéria da perna. A recuperação é muito rápida”, explica Gomide. A vantagem, por ser minimamente invasiva, é a rápida recuperação aliada a uma alta taxa de sucesso na melhora dos sintomas, especialmente nos casos complexos ou quando há um risco de perda uterina não desejada pela paciente. Este tratamento se enquadra na vida da mulher moderna, que precisa aliar um tratamento eficaz com rápida recuperação.

Aumento do volume da próstata

O aumento do volume da próstata, ou hiperplasia prostática benigna, se inicia entre os 40 e 50 anos, e chega a acometer 90% dos homens com 90 anos de idade, de acordo com pesquisa feita pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Como explica Dr. Rafael, essa condição gera sintomas urinários baixos, como jato urinário fraco, dificuldade para urinar e necessidade de acordar muitas vezes para urinar. “A técnica embolização, semelhante à dos miomas, oclui a artéria da próstata aumentada para ela murchar de tamanho e melhorar os sintomas. É um tratamento consagrado que vem sendo reconhecido e incluído nos protocolos de várias sociedades de urologia mundo afora”, explica.

A técnica foi desenvolvida no Brasil por um professor com quem Rafael Gomide teve aulas na USP, Dr. Francisco Carnevale. Ao realizar o cateterismo das artérias da próstata, ela murcha em cerca de 30-50% do volume, desobstruindo a uretra que está sendo apertada pelo aumento do volume da próstata. É um procedimento com pouca chance de complicação, e que mantém a função sexual e erétil do indivíduo, sem risco de ejaculação retrógrada. O momento certo da indicação do procedimento vem sendo muito discutido e deve sempre envolver o urologista, uma vez que é menos eficaz que o tratamento padrão que é a RTU, porém é mais eficaz que o tratamento com medicações.

Artrose

No Brasil, a artrose afeta cerca de 15 milhões de pessoas, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Essa doença desgasta a cartilagem das articulações e costuma gerar dores intensas, inchaços e rangidos. Para tratá-la, é possível usar as técnicas da radiologia intervencionista para injetar micropartículas nas artérias que chegam à articulação afetada, reduzindo a inflamação. Esta técnica se chama embolização inflamatória (pois pode ser feita em outras articulações) ou embolização genicular.

Esse método é especialmente interessante para os pacientes que não estão respondendo bem a medicamentos ou fisioterapia, principalmente aqueles casos de artrose leve a moderada, que não tem indicação de cirurgia, mas que traz alto nível de dor. “A gente trata bem direcionado a essa área de inflamação, diferente das outras técnicas locais, pois a área de inflamação é visível durante o procedimento. A dor do paciente melhora, e ele consegue retornar para suas atividades”. Mas não é um tratamento isolado, e sim multidisciplinar, com envolvimento do ortopedista, do fisioterapeuta e demais profissionais”, diz o Dr. Rafael.

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Nódulos de tireoide

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) estima que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. No entanto, como chama a atenção o especialista, quando esse nódulo fica grande pode causar desconfortos físicos e estéticos, ainda que seja benigno. Nesses casos, há indicação para tratamento.

“O tratamento padrão seria a retirada (parcial ou integral) da tireóide. Isso é um tratamento agressivo, gera um corte, tem risco de lesão do nervo”, explica Dr. Rafael Gomide. A alternativa interessante, então, seria a partir da radiologia intervencionista, que introduz uma agulha fina no nódulo, guiada pela ultrassonografia e sem necessidade de anestesia geral. O nódulo então é tratado pelo calor produzido pela radiofrequência, e pode diminuir em 80%, em cerca de 6 meses. “É um tratamento eficiente e resolutivo. O paciente vai para casa sem cicatriz e sem necessidade de repor hormônios da tireoide”, afirma o especialista.

Varizes

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular aponta que as varizes afetam cerca de 38% da população adulta brasileira, sendo encontrado em 30% dos homens e 45% das mulheres. Esse problema causa sensação de peso nas pernas, veias azuladas ou avermelhadas visíveis, inchaços, dor e sensação de queimação, entre outros sintomas que afetam a qualidade de vida.

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Nesta condição, a cirurgia vascular surge como alternativa com excelentes resultados, que é o tratamento das varizes com laser, através do ultrassom são identificadas as veias que estão doentes, e com o uso dele é feito com cateterismo destas veias e com uma fibra de laser é feito o tratamento das veias doentes. “É um tratamento com impacto cirúrgico bem menor, já que não exige o corte na virilha, e que consegue resultados que visam o fim desses sintomas e com excelente resultado estético”, diz a Dra. Thaiza.

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