Os golpes no marketing de influência se tornaram um dos principais desafios enfrentados por criadores de conteúdo no Brasil. O setor, que cresceu de forma acelerada nos últimos anos e movimenta cifras cada vez maiores, também abriu espaço para práticas abusivas e fraudulentas — especialmente por parte de falsas agências intermediárias que prometem contratos, executam campanhas e não repassam os valores devidos aos influenciadores.
Casos recentes, com prejuízos milionários, acenderam um alerta vermelho no mercado digital e evidenciaram a necessidade de maior profissionalização, cuidado jurídico e informação. Para explicar como esses golpes acontecem, quais são os sinais de alerta e como os criadores podem se proteger, o Tribuna no Ar recebeu a advogada Luana Mendes, especialista na defesa de influenciadores e criadores de conteúdo.
Por que os golpes no marketing de influência cresceram?
Segundo a especialista, o crescimento acelerado do setor aconteceu mais rápido do que a maturidade jurídica de muitos profissionais. A ideia equivocada de que a internet é uma “terra sem lei” acabou criando um ambiente propício para abusos contratuais e fraudes financeiras.
Além disso, a entrada de novos influenciadores no mercado, muitas vezes sem orientação profissional, amplia o risco de golpes no marketing de influência, principalmente quando surgem promessas de campanhas grandes, valores elevados e retorno rápido.
Um dos pontos mais reforçados pela especialista foi a necessidade do contrato escrito. Mesmo em parcerias consideradas “simples”, o documento é essencial para garantir direitos e deveres de ambas as partes.
No contexto dos golpes no marketing de influência, contratos bem elaborados ajudam a definir valores, prazos, formas de pagamento, uso de imagem, multas e responsabilidades, evitando interpretações ambíguas.

