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Cerâmica como Expressão Contemporânea

casa arrumada capa

Fui convidado um tempo atrás, para visitar o estúdio de Eduardo Delmonte, em plena Avenida Barão do Rio Branco. Fui recebido pelo próprio artista, hoje ceramista e escultor, e pela jornalista Claudia Figueiredo, em um espaço que reúne arte, memória e acolhimento. Tudo evoluiu rapidamente e, acompanhando o sucesso, Eduardo, tem um espaço bem maior e contemporâneo, um ateliê dentro de sua própria casa, criando na introspecção de suas vivências as obras que permeiam os mais diversos ambientes decorados e projetados.

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Studio

No ateliê, a cerâmica ganha protagonismo em formas, cores e texturas que traduzem a essência da arte contemporânea. Entre uma peça e outra, Eduardo me contou sua trajetória: um criador inquieto que sempre transitou pelo mundo da arte, da moda e da decoração. Na última, impossível não citar a Jade, sinônimo de bom gosto. Foi no Central Hall, bem em frente ao cartão postal juiz-forano, o Parque Halfeld. Depois mudou-se para o Spazio Design, em um amplo espaço que marcou época na cidade e já não existe mais.

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Criatividade

Aos 75 anoss, Eduardo Delmonte descobriu na cerâmica um território de liberdade criativa. Entre placas, formas e peças trabalhadas em argilas de alta temperatura, seu processo envolve duas queimas – a 900 e a 1.240 graus – que revelam resultados surpreendentes, cada abertura do forno sendo uma celebração.

Obras

Suas obras unem técnica e poesia: amarrações que conferem leveza e movimento, instalações em ferro e aço corten que interrompem a oxidação e ampliam a presença escultórica das peças. O diálogo entre esmalte, brilho e textura da argila cria composições que evocam silêncio, ancestralidade e o tempo paciente das mãos que moldam.

Cerâmica

Mais do que cerâmica, suas criações são metáforas visuais: formas que conversam entre o cônico e o esférico, texturas que se equilibram, matérias que se transformam em símbolos. Ele finaliza uma obra quando sente que o barro se tornou aquilo que foi moldado para ser.

Exposições

Além da estreia solo na mostra “Equilíbrio” (2024, Spazio Design), Delmonte inscreve sua produção no universo da alta decoração e da arte contemporânea. Seu trabalho traduz a pluralidade do mundo e a beleza do olhar singular – onde cada peça é um encontro entre matéria, tempo e significado.

Entre as mostras, nesta cidade, um destaque para “Memórias na Argila”, realizada na Arte Tronco. Inspirada por memórias que atravessam décadas, o artista evocou arlequins e seus malabares, totens erguidos por sobreposições simbólicas e cordões que misturam placas e impressões esmaltadas, criando pequenas alegorias do folclore nacional.

Há peças dele expostas na Almacén Thebaldi Galeria – Galeria de Arte Contemporânea, no RJ, e Ateliê Tsuru, em São Paulo. E não para por aí, houve participação especial em mostras nacionais como a Casa Cor e a Mostra Artefacto Rio 2024.

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Arte

Hoje, sua arte em cerâmica mantém viva essa mesma sensibilidade: o dom de transformar matéria em emoção, e espaços em experiências de beleza. Em breve, mais surpresas: ele irá expor com a maestria de sua arte, as obras que interpretam suas vivências e experiências. É um talentoso artista contemporâneo, que recebeu o convite de pessoas visionárias e antenadas no mundo da alta decoração, artes e design. Sucesso e mais sucesso!

Ficha técnica:

Giro do Design

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