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A única opção colorada

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

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“O Inter não quis jogar”. Certamente você, que acompanhou o duelo de ida das quartas de final da Libertadores, na semana passada, entre Flamengo e Internacional, com justa vitória rubro-negra de 2 a 0, ou mesmo participou das resenhas em mesa de bar, peladas ou onde for, ouviu este tipo de comentário a respeito da atuação gaúcha. Os comandados do técnico Odair Hellmann, de fato, picaram o jogo. Pareciam mais preocupados em conter a volúpia ofensiva flamenguista com faltas e paralisações, do que em explorar o que possuem de melhor: o equilíbrio.

Pilhado, Guerrero se perde. Isso não é de hoje. Quando atuava pelo Flamengo, por exemplo, não fez um gol sequer no Vasco, na época do polêmico zagueiro Rodrigo, que sempre conseguia mexer com os nervos do atacante peruano e tirar o foco do camisa 9 do futebol. Se preocupava mais em responder à pequena estratégia do defensor, que acabou se tornando eficaz justamente pelo comportamento do rival.

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E nesta quarta, às 21h30, em Beira-Rio lotado, o Internacional terá apenas uma opção em campo, em minha humilde avaliação: marcar em blocos altos, incomodar a transição rubro-negra em sua raiz com intensidade e, claro, responder ofensividade na mesma moeda. Explico: o Flamengo não terá Arão – Gerson deverá retornar à função de segundo volante –, e Jorge Jesus tem um trabalho marcado pelo DNA ofensivo. Não trabalha para jogar sem a bola. Sofreu quando atacado. E assim pode ser com o Inter.

O colorado, por outro lado, irá se expor. E terá que apostar na solidez defensiva que lhe rendeu grandes resultados na temporada – a ida no Maracanã foi ponto fora da curva. Com forte bola aérea e transição veloz pelos lados, apoiada pelos volantes Edenílson e Patrick, o time deve conseguir assistir mais Guerrero. E, então, teremos um jogo digno de mata-mata da Libertadores. Afinal, sabemos: o Flamengo irá ao Sul para jogar futebol, fazer gols e justificar não apenas o favoritismo à vaga, como a liderança na Série A.

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Que o Inter ataque. E que possamos desfrutar de mais uma grande partida que coloque em conflito duas das maravilhosas culturas táticas no futebol brasileiro.

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